Projeto resgata ancestralidade do povo negro de Florianópolis

Resumo da Notícia

Facilitar a pesquisa sobre a ancestralidade da população negra de Florianópolis e região é a proposta do projeto Ibátan afro-catarinense, sobre a genealogia das famílias ou indivíduos de origem africana. Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp A ideia é do pesquisador e historiador Fábio Garcia, que criou um banco de dados disponibilizado pelo site www.ibatan.com.br. A coleta e organização de registros de dados dispersos encontrados em livros de batismo, casamento e óbitos, no período de 1714 a 1900, visa conectar pessoas com suas histórias, familiares e antepassados africanos. O portal reúne documentos, estudos e conteúdos de interesse da população negra e pretende servir de base para a implantação de políticas públicas em diversas áreas. O projeto também rendeu uma exposição na Assembleia Legislativa, que marcou, desde o dia 4, a celebração do Mês da Consciência Negra. Ibátan é uma palavra da língua Iorubá que significa “parentesco” e simboliza a conexão profunda e a ancestralidade que o projeto busca resgatar e valorizar, combatendo narrativas históricas que invisibilizam a contribuição afro-descendente no estado. “A proposta é oferecer viagem pelas memórias, trajetórias e identidades negras que compõem o tecido social da população”, explica Fábio Garcia. O trabalho tem respaldo do Instituto de Genealogia de Santa Catarina. Com apoio do Ibátan, Iracema da Rosa, 51 anos, descobriu que é bisneta do maestro, musicista e escritor João Rosa Júnior. Ela se sentiu orgulhosa pela origem revelada na pesquisa. Fábio reforça que a proposta é ampliar a importância da comunidade negra, muitas vezes projetada apenas por figuras como as do poeta Cruz e Sousa e da professora e deputada Antonieta de Barros. “Muitos jovens negros hoje sabem no máximo os nomes de seus avós. Queremos revelar biografias, trajetórias individuais e coletivas”, explica o pesquisador. Ele cita como exemplo a figura da negra Benvinda, que na virada do século 19 para o século 20 costumava circular em Florianópolis com uma bandeja de doces durante a semana, e a partir das sextas feiras exercia a função de benzedeira. “É exemplo de figuras icônicas da nossa cultura”.

povo negro florianópolis
Foto: Bruno Collaço/Florianópolis

Facilitar a pesquisa sobre a ancestralidade da população negra de Florianópolis e região é a proposta do projeto Ibátan afro-catarinense, sobre a genealogia das famílias ou indivíduos de origem africana.

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A ideia é do pesquisador e historiador Fábio Garcia, que criou um banco de dados disponibilizado pelo site www.ibatan.com.br. A coleta e organização de registros de dados dispersos encontrados em livros de batismo, casamento e óbitos, no período de 1714 a 1900, visa conectar pessoas com suas histórias, familiares e antepassados africanos.

O portal reúne documentos, estudos e conteúdos de interesse da população negra e pretende servir de base para a implantação de políticas públicas em diversas áreas. O projeto também rendeu uma exposição na Assembleia Legislativa, que marcou, desde o dia 4, a celebração do Mês da Consciência Negra.

Ibátan é uma palavra da língua Iorubá que significa “parentesco” e simboliza a conexão profunda e a ancestralidade que o projeto busca resgatar e valorizar, combatendo narrativas históricas que invisibilizam a contribuição afro-descendente no estado. “A proposta é oferecer viagem pelas memórias, trajetórias e identidades negras que compõem o tecido social da população”, explica Fábio Garcia. O trabalho tem respaldo do Instituto de Genealogia de Santa Catarina.

Com apoio do Ibátan, Iracema da Rosa, 51 anos, descobriu que é bisneta do maestro, musicista e escritor João Rosa Júnior. Ela se sentiu orgulhosa pela origem revelada na pesquisa. Fábio reforça que a proposta é ampliar a importância da comunidade negra, muitas vezes projetada apenas por figuras como as do poeta Cruz e Sousa e da professora e deputada Antonieta de Barros.

“Muitos jovens negros hoje sabem no máximo os nomes de seus avós. Queremos revelar biografias, trajetórias individuais e coletivas”, explica o pesquisador.

Ele cita como exemplo a figura da negra Benvinda, que na virada do século 19 para o século 20 costumava circular em Florianópolis com uma bandeja de doces durante a semana, e a partir das sextas feiras exercia a função de benzedeira. “É exemplo de figuras icônicas da nossa cultura”.

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