
A dupla Avaí e Figueirense entra em campo nos próximos dias carregando mais do que a obrigação por resultados: há uma necessidade urgente de dar alguma resposta ao torcedor, que já não se alimenta apenas de promessa ou discurso. O momento é de baixa confiança, tanto dentro quanto fora de campo, e qualquer recuperação passa diretamente pelo desempenho esportivo imediato.
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No caso do Avaí, o cenário mistura crise administrativa e queda técnica. A rejeição das contas da gestão de Júlio Heerdt escancarou um problema financeiro que impacta diretamente o presente da nova direção, comandada por Bernardo Pessi. Sem dinheiro, salários atrasados, baixo investimento e ainda dependente de uma possível SAF que não avança, o clube tenta sobreviver no campo, onde também não entrega. A queda para a 12ª posição, após liderar a Série B, é reflexo de um time que perdeu consistência e acumula quatro jogos sem vitória.
O desafio do Avaí na noite de domingo é tudo, menos simples. O adversário é o Novorizontino, comandado por Enderson Moreira, que conhece bem o ambiente azurra. Um time organizado, competitivo e que deve explorar justamente as fragilidades recentes do Avaí. A lembrança da vitória recente existe, mas o contexto precisa ser colocado na mesa: foi contra uma equipe alternativa, em condições diferentes, e sem brilho pela Copa Sul-Sudeste.

Do outro lado da ponte, o Figueirense vive um enredo semelhante. A derrota para o Anápolis, que até então era lanterna da Série C, foi um golpe duro, especialmente porque havia uma expectativa de reação com a chegada de Raul Cabral. O tropeço não apenas freou qualquer empolgação, como recolocou o clube em um ambiente de desconfiança e frustração, típico de quem ainda não encontrou rumo na competição.
Agora, o desafio é imediato e igualmente complicado: na segunda-feira (4), o Figueira encara o Barra FC, às 20h, no Estádio Orlando Scarpelli. Atual campeão catarinense, o Barra chega consolidado, com qualidade e também pressionado por recuperação na Série C. É um adversário que exige mais do que o Figueirense apresentou nas últimas duas partidas.
Para competir, o time alvinegro vai precisar evoluir em pontos básicos: organização, intensidade e, principalmente, coerência. As escolhas de Raul Cabral precisam ser assertivas, tanto na escalação quanto no desenho tático. Não há mais espaço para improviso ou insistência em erros. O momento pede leitura clara do jogo e respostas rápidas.
O torcedor, mesmo descrente, será novamente peça importante. O ambiente no Scarpelli pode empurrar o time, mas a paciência já não é a mesma. Diante de um adversário que também briga por afirmação, atual campeão da Série D e ainda vivo em disputa direta com o Corinthians na Copa do Brasil, o Figueirense precisa transformar pressão em reação. É, sem exagero, um momento de ressurreição na Série C.
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