Jorginho Mello se manifesta após STF barrar lei de SC que proíbe cotas raciais

Jorginho Mello reage à decisão do STF que derrubou lei de SC sobre cotas raciais. Leia a análise completa e suas implicações na educação.

Resumo da Notícia

O governador Jorginho Mello se manifestou após o STF barrar a Lei 19.722 que proibia cotas raciais em SC. Ele lamentou a falta de discussão sobre o tema e destacou que a lei visava beneficiar os mais pobres, não extinguir cotas.

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Foto: Leo Munhoz/Secom SC

O governador Jorginho Mello se manifestou em suas redes sociais nesta sexta-feira (17) após o STF (Supremo Tribunal Federal) formar maioria para derrubar a Lei 19.722/26. A norma visava proibir cotas raciais em Santa Catarina para ingresso em instituições de ensino.

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“Infelizmente o nosso país não aceita sequer discutir o tema”, afirmou o governador do Estado em seu texto. “Os nossos resultados acabam com a narrativa deles.”

A Lei 19.722 proibia a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do Estado — como é o caso de uma das principais universidades locais, a Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina).

As novas regras, que agora podem ser inconstitucionais, foram aprovadas pela Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) e sancionadas pelo atual governador, Jorginho Mello.

A maioria do STF foi formada na quinta-feira (16), com o placar de 7 votos a zero para a determinação da inconstitucionalidade da lei catarinense. O julgamento será finalizado até a tarde de sexta-feira.

Além do relator, ministro Gilmar Mendes, os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Cármen Lúcia apoiaram a derrubada. Ainda não se manifestaram os ministros Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux.

Confira o pronunciamento completo do governador:

“A nossa Lei derrubada ontem não extinguia cotas, melhorava: focava nos mais pobres. Infelizmente o nosso país não aceita sequer discutir o tema. Enquanto isso, alunos mais pobres continuarão perdendo suas vagas por questões de cor ou identidade de gênero.

Portanto, quem perdeu não foi o governo ou o governador.

A esquerda ainda tenta rotular como higienista o governador do Estado com a menor desigualdade social do Brasil. Os nossos resultados acabam com a narrativa deles.”

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