MPSC investiga morte de mais de 400 animais em abrigo de SC

A morte de 413 animais no abrigo de Joinville está sendo investigada pelo MPSC após série de denúncias de eutanásia irregular.

Resumo da Notícia

Pets acolhidos estariam passando por eutanásias irregulares para liberar espaço

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Foto: Imagem Ilustrativa/Reprodução

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) determinou a suspensão imediata da realização de eutanásia pelo CBEA (Centro de Bem-Estar Animal) de Joinville após série de denúncias de procedimentos irregulares. A morte de 413 animais está sendo investigada.

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As denúncias apontam para possíveis aplicações de eutanásia fora dos critérios legais, com o objetivo de liberar espaço e vagar baias na unidade. O ato configuraria desvio da finalidade da eutanásia, uma medida excepcional e rigorosamente regulamentada.

Como resposta, o MPSC ajuizou uma ação inibitória com pedido de medida emergencial. A instituição requer a suspensão de qualquer procedimento de eutanásia pelo CBEA e pela Clinicão, empresa que faz os atendimentos médico-veterinários dos animais do CBEA.

Ainda, obriga a Prefeitura a contratar clínicas veterinárias particulares para as avaliações e as eutanásias estritamente necessárias, garantindo que o procedimento ocorra apenas quando todos os requisitos legais forem preenchidos.

A determinação diz que qualquer procedimento de condução à morte deve ser guiado por avaliação individual com laudo técnico detalhado contendo diagnóstico, justificativa da necessidade do procedimento, método empregado e identificação do profissional responsável.

Ação em prol dos animais

Em nota, a 21ª Promotoria de Justiça de Joinville afirma que “o foco não é punir atos passados, mas impedir que novos procedimentos irreversíveis sejam realizados fora das hipóteses legalmente admitidas”.

413 animais foram submetidos à eutanásia desde 14 de novembro de 2023, segundo os registros da Sama (Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente). O órgão agora deve enviar ao Ministério Público os registros de entrada e saída dos pets, anamnese, exames, evolução clínica, justificativas técnicas, identificação dos médicos-veterinários responsáveis e informações detalhadas sobre os medicamentos e métodos utilizados, além da comprovação da destinação dos cadáveres.

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Foto: Allan Carvalho/PMF

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