A dengue em Santa Catarina acendeu um alerta. As autoridades de saúde destacam sobre os perigos de usar determinados medicamentos no tratamento da doença, como o ácido acetilsalicílico.
Segundo a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) já foram registrados 13.002 casos prováveis de dengue em 175 municípios catarinenses e a curva segue em alta no Estado. Foram identificados ainda 11.471 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, em 207 cidades, sendo que 155 dessas são consideradas infestadas pelo mosquito.
O ácido acetilsalicílico, popularmente conhecido como AAS pelas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e anticoagulantes, é utilizado para alívio de dores leves a moderadas, além de ser prescrito em caso de eventos cardiovasculares como infarto e AVC.
No entanto, o uso do AAS durante as infecções virais como a dengue pode desencadear graves complicações. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da dengue reduz a produção de plaquetas no sangue, responsáveis pela coagulação.
O ácido acetilsalicílico atua como anticoagulante e pode aumentar o risco de hemorragias e levar à morte, especialmente em casos graves da doença.
A Dra. Marcela Rodrigues, diretora da Salus Imunizações, reforça a importância de seguir as condutas clínicas baseadas em evidências científicas para garantir a segurança e eficácia no tratamento da dengue, a imunização é muito importante para combater a doença.
“Os medicamentos prescritos são aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e devem ser utilizados conforme orientação médica para o manejo adequado da doença”, afirma.
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