Primeiras 24 horas dão o tom, mas não definem o ritmo da eleição

Campanha começa com mobilizações pelo Estado e deve ganhar intensidade nas próximas semanas

Primeiras 24 horas dão o tom, mas não definem o ritmo da eleição
Fotos: Reprodução

As primeiras 24 horas da campanha da eleição em Santa Catarina tiveram mais movimento nas ruas do que novidade na disputa pelo governo. Os candidatos a deputado deram o tom da largada, com adesivaços, encontros e mobilizações em diferentes regiões do Estado. Os candidatos a governador também aproveitaram a largada para circular ao lado de aliados e candidatos das chapas proporcionais.

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Mas seria exagero esperar uma campanha em ritmo máximo logo nos primeiros dias. O calendário começou, as estruturas foram para a rua e cada grupo político começa a organizar sua operação. A campanha de verdade, aquela em que candidatos passam a colocar toda a força disponível em agenda, comunicação e presença territorial, ainda está por vir. A tendência é de uma aceleração mais forte a partir de setembro.

É justamente aí que começa a parte interessante da eleição. O primeiro dia mostrou quem estava preparado para largar. Os próximos vão mostrar quem sabe correr.

Jorginho Mello, até aqui, tem adotado um comportamento mais contido. O governador não parece disposto a transformar os primeiros dias em uma corrida desenfreada. É uma estratégia compreensível para quem já ocupa o centro do tabuleiro e com muita folga: manter o controle, evitar movimentos desnecessários e escolher o momento certo para colocar mais força na campanha.

João Rodrigues está diante de uma situação diferente para esta eleição. Precisa aumentar a presença, ampliar a agenda e dar mais visibilidade à própria candidatura. Tem números fracos. A campanha oficial oferece justamente essa oportunidade. A partir de agora, não basta estar na disputa. É preciso criar movimento, ocupar espaço e fazer a candidatura chegar a regiões e eleitores onde ainda não chegou.

Gelson Merisio tem talvez o maior desafio de largada. Depois de uma pré-campanha mais discreta, entra agora na fase em que precisará apresentar sua candidatura ao eleitorado, organizar sua estrutura e acelerar o passo. Em uma campanha curta, cada semana passa a ter um peso considerável.

Por isso, as primeiras 24 horas dizem pouco sobre o resultado e muito sobre o ponto de partida de cada candidatura. Ninguém ganha ou perde uma eleição no primeiro domingo de campanha. Mas os primeiros movimentos ajudam a revelar quem pretende esperar, quem pretende atacar e quem terá pressa para crescer.

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