
A ausência de fiscalização no trânsito de Florianópolis, especialmente no que diz respeito a motocicletas, ciclomotores e veículos não emplacados, está criando um cenário extremamente perigoso e iminente de acidentes graves.
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O que se vê diariamente é um completo desrespeito às regras mais básicas de circulação: avanço de sinal vermelho, condução na contramão, circulação em vias de automóveis sem qualquer controle, além de situações gravíssimas como crianças sendo transportadas sem capacete.
Não se trata de demonizar esse tipo de transporte, que de fato traz facilidades à mobilidade urbana. O problema é a total ausência de limites. Sem fiscalização, instala-se uma cultura de permissividade, onde tudo é tolerado e nada é coibido.
Como se não bastasse, nas ciclovias, especialmente na Beira-Mar de Florianópolis, já se tornou comum a circulação de bicicletas elétricas em velocidades que se aproximam de 60 km/h, completamente incompatíveis com a segurança do local e com o convívio entre ciclistas e pedestres. Esse tipo de situação, por si só, já evidencia que estamos à beira de um acidente grave.
É inadmissível que na região central da capital praticamente não haja presença efetiva de agentes de trânsito capazes de exercer função fiscalizatória mínima. O resultado é um ambiente caótico, inseguro e cada vez mais distante de qualquer padrão aceitável de organização urbana.
A continuidade dessa omissão tende a agravar o problema e consolidar práticas ilegais como regra. Depois, o custo para reverter esse cenário será muito maior, em termos de segurança, de estrutura e, principalmente, de vidas.
É urgente que o poder público de Florianópolis atue com firmeza, impondo o cumprimento das normas e aplicando as devidas sanções. Mobilidade urbana não pode existir à margem da lei.
Prevenir, como sempre, é muito melhor do que remediar.
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