
O IMA/SC (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) divulgou o relatório final que explica os milhares de peixes mortos encontrados em regiões da Grande Florianópolis. O documento mostra motivo comum entre os casos.
Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp
As ocorrências sucessivas foram registradas em Palhoça, nos dias 23 de fevereiro, 06 de março e 25 de março; em Biguaçu, nos dias 07 e 12 de abril; e no manguezal do Itacorubi, em 22 de abril.
Vários fatores podem ter influenciado a mortandade, mas a principal causa é uma intensa floração de microalgas, favorecida por condições naturais registradas no litoral catarinense no período. Para o IMA, houve uma forte “ressurgência costeira” — um fenômeno natural que transporta águas frias e ricas em nutrientes para regiões mais rasas.
A falta de oxigênio causada pelo acúmulo dessas microalgas foi o motivo final para a morte dos peixes por asfixia.

Segundo o Instituto, a sequência temporal e espacial demonstra que se tratou de um fenômeno ambiental de larga escala, relacionado à dinâmica das águas nas baías — não a uma fonte pontual isolada. Entretanto, as análises também mostraram efluentes de esgoto doméstico lançados nos canais, o que contribui para a vulnerabilidade ambiental.
“É importante pontuar que não estamos falando, nem de perto, que não tem poluição. Tanto que no relatório a gente conclui também que a presença de poluentes do esgoto doméstico potencializa os efeitos”, afirmou Carlos Eduardo Tibiriçá, oceanógrafo do IMA.
Os peixes são da espécie Manjuba, ou Manjubinha, um pequeno animal de água salgada, que pode chegar a até 12 cm de comprimento. Eles são comuns na região litorânea do Estado, sendo utilizados especialmente como isca para pesca.

Me siga no Instagram!
Estarei de volta em breve