Territórios pesqueiros são reconhecidos em Florianópolis

Portarias do Incra garantem proteção fundiária a áreas da Ponta do Coral e da Praia de Furnas, reforçando a segurança de territórios pesqueiros

Resumo da Notícia

Portarias do Incra garantem proteção fundiária a áreas da Ponta do Coral e da Praia de Furnas, reforçando a segurança de territórios pesqueiros

Territórios pesqueiros são reconhecidos em Florianópolis
Foto: Incra/Divulgação

Florianópolis passou a contar com mais dois territórios pesqueiros reconhecidos pelo governo federal. Portarias publicadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) criaram Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAE) na Ponta do Coral, no bairro Agronômica, e na Praia de Furnas, na região continental da Capital.

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As medidas garantem proteção fundiária e segurança jurídica para 110 famílias que vivem da pesca artesanal em territórios pesqueiros.

Na Ponta do Coral, o território reconhecido tem cerca de um hectare e atende 75 famílias. Já na Praia de Furnas, próxima à divisa com São José, a área estimada é de 2,2 hectares e contempla 35 famílias.

As duas áreas ficam em terrenos de marinha, pertencentes à União, e são tradicionalmente utilizadas para atividades extrativistas ligadas à pesca.

Segundo o Incra, a regularização não atinge propriedades particulares.

Com o reconhecimento, as comunidades passam a integrar o Programa Nacional de Reforma Agrária, em uma modalidade voltada a populações tradicionais e ao uso sustentável dos recursos naturais.

As famílias terão direito de permanência nas áreas e poderão utilizar as estruturas já existentes, como os ranchos de pesca.

Ponta do Coral passa a integrar territórios pesqueiros

Na Ponta do Coral, o reconhecimento ocorre em uma das regiões mais valorizadas de Florianópolis.

Territórios pesqueiros são reconhecidos em Florianópolis
Foto: ND/Divulgação

A área, localizada às margens da Baía Norte, no bairro Agronômica, é cercada por empreendimentos de alto padrão e há décadas está envolvida em debates urbanísticos e ambientais.

A criação do território pesqueiro atende a uma demanda das famílias que atuam no local e das associações que representam os pescadores.

A medida busca preservar a atividade artesanal e reduzir riscos de conflitos fundiários em uma área marcada pela pressão imobiliária.

Na Praia de Furnas, a portaria também garante proteção ao espaço utilizado por pescadores na porção continental de Florianópolis.

A comunidade fica próxima à divisa com São José e mantém relação tradicional com a pesca artesanal.

Para serem incluídas oficialmente como beneficiárias da reforma agrária, as famílias ainda deverão passar por cadastro e cumprir os critérios previstos na Instrução Normativa nº 136/2023 do Incra.

Depois dessa etapa, poderão acessar incentivos produtivos do governo federal.

Santa Catarina amplia proteção de territórios pesqueiros

Com as novas portarias, Santa Catarina passa a ter sete territórios pesqueiros protegidos por meio de projetos agroextrativistas do Incra.

O Estado foi um dos primeiros do país a adotar esse modelo para garantir segurança jurídica a comunidades tradicionais ligadas à pesca.

Os primeiros territórios foram reconhecidos em dezembro de 2025: Ponta do Leal, na região continental de Florianópolis, Praia do Rincão, em Balneário Rincão, e Praia Central de Balneário Camboriú.

Em janeiro deste ano, foi criado o território pesqueiro de Naufragados, no Sul da Ilha, e, em abril, o de Imbituba.

Territórios pesqueiros são reconhecidos em Florianópolis
Foto: Destino Florianópolis/Divulgação

A regularização fortalece a permanência das comunidades nas áreas de uso tradicional e reconhece a importância da pesca artesanal para a cultura, a economia e a identidade do litoral catarinense.

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