
Peixes mortos tomaram conta do manguezal do Itacorubi, em Florianópolis, na manhã desta quarta-feira (22). Os animais estavam concentrados nas margens dos rios Itacorubi e Sertão desde cedo, e uma das suspeitas para a mortandade é a “poluição crônica” da região, segundo pesquisador.
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Quem passa pela região nesta tarde ainda sente um forte cheiro de peixe. A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente), esteve no local com uma equipe de fiscalização para análise da água e dos peixes, mas ainda não divulgou a real causa.
Segundo Paulo Horta, professor e pesquisador de botânica, as causas para este tipo de evento podem incluir poluição crônica, estiagem, calor atípico e acidez da água, o que ocasionaria baixa concentração de oxigênio do rio ou toxicidade aguda. O professor afirma que são apenas hipóteses e futuras análises devem determinar a real causa.
Os peixes são da espécie Manjuba, um pequeno animal de água salgada, que pode chegar a até 12 cm de comprimento. Eles são comuns na região, sendo utilizados especialmente como isca para pesca.
Em nota oficial, o município alerta: “Como medida de precaução, a Prefeitura recomenda que os pescadores evitem a pesca na localidade até que as causas sejam esclarecidas. Uma equipe de limpeza já foi direcionada ao local e está realizando a retirada dos peixes mortos próximos às margens”.
Peixes mortos na Palhoça
Um acontecimento similar já havia sido registrado em Palhoça há apenas dois meses, em fevereiro. Os peixes eram da mesma espécie e também amanheceram mortos em um conhecido rio da região.
Conforme o relatório divulgado pela Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, diversos fatores contribuíram para a morte, incluindo o pH de 4,9 da água, considerado ácido o suficiente para afetar a sobrevivência dos seres. Ainda, efluentes de esgoto derramados no rio podem ter piorado a situação.
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