
O empate sem gols diante do Volta Redonda, na noite desta segunda-feira (13), no Estádio Orlando Scarpelli, deixou uma sensação ainda mais amarga para os 3.920 torcedores que compareceram para apoiar o Figueirense. Em um momento decisivo da Série C, o time desperdiçou uma oportunidade importante de reduzir a distância para a zona de classificação e aumentou a preocupação em relação ao restante da competição.
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O primeiro tempo apresentou um Figueirense mais organizado, com boa movimentação ofensiva e algumas oportunidades criadas, principalmente com Igor Bolt, Léo Maia e Zé Carlos. Faltou, porém, aquilo que tem sido uma deficiência recorrente ao longo da campanha: objetividade e qualidade nas conclusões. O domínio territorial não se transformou em gols, e a equipe voltou a sofrer com a incapacidade de definir as jogadas.
Se a etapa inicial ao menos trouxe sinais positivos, o segundo tempo foi marcado por um verdadeiro festival de erros. As alterações promovidas pela comissão técnica pouco acrescentaram ao rendimento coletivo, enquanto o time passou a atuar de maneira desorganizada, apostando mais na correria do que na construção de jogadas. O resultado foi uma equipe sem criatividade e sem capacidade para pressionar o adversário.
O Volta Redonda, inclusive, esteve mais perto da vitória em determinados momentos. A equipe carioca desperdiçou uma chance clara, com finalização para fora, enquanto o Figueirense respondeu apenas em uma oportunidade com Zé Carlos. Muito pouco para quem jogava em casa e precisava desesperadamente dos três pontos para seguir sonhando com a classificação.

A atuação expôs, mais uma vez, as limitações do elenco e a carência de um trabalho coletivo mais consistente. O ataque deixou a desejar, faltaram alternativas ofensivas e a estratégia adotada não foi suficiente para superar um adversário direto na luta contra a parte inferior da tabela. O empate apenas reforça a impressão de que o time ainda está distante do nível necessário para brigar pelas primeiras posições.
A situação do Figueirense agora se torna extremamente delicada. Restando apenas cinco partidas para o encerramento da primeira fase, a equipe precisará vencer ao menos quatro confrontos para continuar alimentando esperanças reais de alcançar o G-8. Depois de mais uma apresentação pobre e decepcionante, a classificação deixou de ser apenas difícil e passou a depender de uma reação que, até aqui, o time alvinegro ainda não demonstrou ser capaz de produzir.
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