Florianópolis inicia novo protocolo de internações involuntárias em clínicas fora do estado

Resumo da Notícia

Primeira paciente, uma jovem de 23 anos em situação de rua, foi levada para clínica psiquiátrica em Curitiba; tratamento prevê mínimo de 90 dias

Florianópolis inicia novo protocolo de internações involuntárias em clínicas fora do estado

A Prefeitura de Florianópolis iniciou um novo modelo de internações involuntárias para pessoas em situação de rua com dependência química. A partir de um edital de credenciamento nacional, o município passou a contratar vagas em clínicas particulares de outros estados.

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Florianópolis inicia novo protocolo de internações involuntárias em clínicas fora do estado

Na sexta-feira (20), a primeira paciente dentro do novo protocolo foi internada em uma clínica psiquiátrica em Curitiba (PR). Trata-se de uma jovem de 23 anos, em situação de rua desde os 18, que enfrenta dependência de crack, vive com HIV e possui problemas psicológicos. Segundo a prefeitura, ela dormia na Passarela da Cidadania e já havia sido abordada diversas vezes pela assistência social, sem adesão.

Como funciona o novo modelo

De acordo com o prefeito Topázio Neto (PSD), a iniciativa busca ampliar a rede de atendimento.

Florianópolis inicia novo protocolo de internações involuntárias em clínicas fora do estado

“Antes, ficávamos limitados a clínicas de nossa região e, muitas vezes, essas pessoas não conseguiam fazer o tratamento completo. Agora, queremos ganhar escala”, disse.

A internação involuntária só ocorre mediante avaliação médica, quando a pessoa é considerada sem condições de buscar ajuda sozinha. Em Florianópolis, o ambulatório da Passarela da Cidadania faz o acompanhamento e pode recomendar a medida em casos de repetidas abordagens sem sucesso e risco à saúde física e mental do paciente.

O novo protocolo prevê tratamento mínimo de 90 dias, podendo se estender a até nove meses, com possibilidade de renovação. Durante esse período, o acompanhamento é feito por equipe médica em conjunto com o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e a prefeitura.

E depois da internação?

Após a alta, é elaborado um plano individual, que pode incluir reconexão com a família, acolhimento em casas inclusivas ou inserção em cursos de qualificação profissional. “Temos vários exemplos em que a internação foi o primeiro passo para conseguir emprego e mudar de vida”, afirmou o prefeito.

Segundo a prefeitura, em 2025 já foram emitidas mais de 400 passagens para pessoas em situação de rua retornarem às suas cidades de origem, após articulação com as assistências sociais dos municípios.

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