
O IMA/SC (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) divulgou o relatório final que explica os milhares de peixes mortos encontrados em regiões da Grande Florianópolis. O documento mostra motivo comum entre os casos.
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As ocorrências sucessivas ocorreram em Palhoça, nos dias 23 de fevereiro, 06 de março e 25 de março; em Biguaçu, nos dias 07 e 12 de abril; e no manguezal do Itacorubi, em 22 de abril.
Vários fatores podem ter influenciado a mortandade, mas a principal causa é uma intensa floração de microalgas, favorecida por condições naturais registradas no litoral catarinense no período. Para o IMA, houve uma forte “ressurgência costeira” — um fenômeno natural que transporta águas frias e ricas em nutrientes para regiões mais rasas.
A falta de oxigênio causada pelo acúmulo dessas microalgas foi o motivo final para a morte dos peixes por asfixia.

Segundo o Instituto, a sequência temporal e espacial demonstra que se tratou de um fenômeno ambiental de larga escala, relacionado à dinâmica das águas nas baías — não a uma fonte pontual isolada. Entretanto, as análises também mostraram efluentes de esgoto doméstico lançados nos canais, o que contribui para a vulnerabilidade ambiental.
Os peixes são da espécie Manjuba, ou Manjubinha, um pequeno animal de água salgada, que pode chegar a até 12 cm de comprimento. Eles são comuns na região litorânea do Estado, sendo utilizados especialmente como isca para pesca.

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