Santa Catarina pode ter La Niña de fraca intensidade entre fevereiro e abril deste ano

Resumo da Notícia

Meteorologistas da Epagri/Ciram e da SDC (Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil) emitiram nota conjunta com as atualizações mais recentes da probabilidade de ocorrência de La Niña em Santa Catarina.

Santa Catarina pode ter La Niña de fraca intensidade entre fevereiro e abril deste ano
Foto: Aires Mariga/Epagri

Meteorologistas da Epagri/Ciram e da SDC (Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil) emitiram nota conjunta com as atualizações mais recentes da probabilidade de ocorrência de La Niña em Santa Catarina.

O fenômeno se caracteriza pelo resfriamento da água na região equatorial do Oceano Pacífico e causa impactos na atmosfera, o que pode provocar “chuvas irregulares e tendência de acumulados próximos e até abaixo da média, em especial no Grande Oeste catarinense”, detalha a nota.

Na avaliação das duas entidades, tudo indica que o La Niña será de fraca intensidade e curta duração. “Embora os impactos tradicionais do La Niña sejam menos prováveis, ainda são esperadas influências nas condições climáticas no decorrer do verão e início do outono”, alertam os meteorologistas.

Impactos na agricultura

A condição de estiagem leve, que se observa no Oeste de Santa Catarina desde o final de dezembro, pode prejudicar o desenvolvimento adequado da soja de segunda safra na região. É o que afirma Haroldo Tavares Elias, analista de socioeconomia da Epagri/Cepa. Ele relata que as lavouras já estabelecidas para a segunda safra do grão enfrentam déficit hídrico.

Haroldo recomenda que os agricultores permaneçam atentos à previsão do tempo, especialmente no que se refere à probabilidade de chuva para os próximos 15 dias. Assim, eles podem buscar o melhor cenário para dar continuidade à semeadura da soja, que fica extremamente condicionada à umidade no solo.

“Ainda estamos dentro da janela ideal de semeadura, que, em decorrência da falta de chuva, pode sofrer atraso e reduzir o potencial produtivo da cultura”, afirma o analista da Epagri/Cepa.

Já a cultura do milho, que segundo Haroldo que está praticamente definida, sofreu pouco impacto com a leve estiagem. “As primeiras colheitas indicam produtividade satisfatória e uma produção dentro da normalidade”, afirma.

Sobre o La Niña

A nota conjunta da Epagri/Ciram e SDC destaca que o resfriamento na região equatorial do Oceano Pacífico vem sendo observado desde julho. Entretanto, nas últimas semanas de dezembro este resfriamento foi intensificado e ocorreu uma queda abrupta das temperaturas.

De acordo com o monitoramento da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA), as anomalias de temperatura registraram valores 0,7°C abaixo da média. Para que o La Niña se concretize, é necessário que este resfriamento se mantenha abaixo do limiar de -0,5°C, o que já foi atingido. No entanto, é preciso que estas temperaturas mais baixas se mantenham nos próximos meses.

Os modelos climáticos sugerem que esta condição persista entre fevereiro e abril, com o retorno da normalidade logo em seguida. Contudo, não há consenso entre os modelos sobre a permanência das temperaturas baixas por esse período, e a condição pode não atingir o limiar necessário.

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