Prefeitura notifica 120 comércios por ocupação irregular em imóveis públicos de Florianópolis

Resumo da Notícia

Cerca de 120 comércios instalados em imóveis públicos de Florianópolis, muitos há décadas, serão notificados por ocupação irregular. A medida faz parte de um acordo firmado entre a Prefeitura e o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por meio de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), assinado para regularizar o uso dos espaços.

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Foto: Daniel Queiroz/Reprodução

Cerca de 120 comércios instalados em imóveis públicos de Florianópolis, muitos há décadas, serão notificados por ocupação irregular. A medida faz parte de um acordo firmado entre a Prefeitura e o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por meio de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), assinado para regularizar o uso dos espaços.

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Foto: Germano Rorato/Divulgação

Os estabelecimentos estão espalhados por pelo menos 17 bairros da cidade, incluindo Centro, Estreito, Coqueiros, Canasvieiras, Lagoa da Conceição, Trindade e Barra da Lagoa. São quiosques, floriculturas, bancas e comércios localizados em áreas públicas, como o Mercado Público do Estreito, que funcionam sem alvará ou concessão legal, e não pagam contrapartida ao município.

As notificações serão feitas em etapas, iniciando com 42 comerciantes até o dia 30 de maio. Em seguida, mais dois lotes serão chamados: um referente a imóveis em áreas da União — com 25 notificações em parceria com a SPU (Secretaria do Patrimônio da União) —, e outro com 14 ocupações que nunca foram notificadas anteriormente. Há ainda oito imóveis que já foram demolidos, e cerca de 30 lojas no Mercado do Estreito, cuja situação permanece indefinida.

A secretária de Administração, Cynthia d’Ivanenko Vahl, afirmou que o município já mapeou os imóveis e preparou as notificações. A procuradora-geral adjunta, Karoline da Silva, reforçou que o processo será individualizado e permitirá o direito à defesa dos ocupantes, mas destacou que muitos comércios repassaram os pontos informalmente ao longo dos anos, o que não garante legalidade.

O Termo de Ajustamento de Conduta, segundo a prefeitura, foi essencial para dar respaldo jurídico às ações de regularização e garantir mais transparência ao processo. A promotora Juliana Padrão, do MPSC, informou que o cumprimento do acordo será monitorado pela promotoria, e o município poderá ser cobrado judicialmente em caso de descumprimento.

Comerciantes procurados para dar esclarecimentos preferiram não se manifestar. Alguns alegam ter escrituras dos imóveis, mas o município afirma que esses documentos, em geral, não têm validade legal para justificar a permanência nos locais.

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