
Junho é marcado mundialmente como o mês de conscientização sobre a escoliose, alteração caracterizada por um desvio tridimensional da coluna vertebral.
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Diagnóstico precoce é fundamental contra a escoliose infantil
Junho é reconhecido mundialmente como o mês de conscientização sobre a escoliose, uma alteração marcada pelo desvio tridimensional da coluna vertebral.
A condição pode surgir em diferentes momentos da vida, mas costuma ser identificada com mais frequência durante a infância e a adolescência.
A campanha Junho Verde tem como objetivo ampliar o acesso à informação, orientar a população sobre os principais sinais de alerta e reforçar a importância do diagnóstico precoce para reduzir possíveis impactos na qualidade de vida.
O tema chama atenção porque a escoliose atinge entre 2% e 4% da população mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 6 milhões de brasileiros convivem com a doença.
Durante o Junho Verde, entidades médicas e especialistas em coluna intensificam ações de conscientização em todo o país para alertar famílias sobre a importância de identificar a condição ainda no início.
A escoliose pode aparecer de diferentes formas. A mais comum é a idiopática, quando a causa exata não é totalmente conhecida. Esse tipo geralmente surge durante a fase de crescimento acelerado, principalmente entre os 10 e 18 anos.
Também existem outros tipos da doença, como a escoliose congênita, presente desde o nascimento por alterações na formação das vértebras, a neuromuscular, associada a condições que afetam músculos e nervos, e as formas relacionadas a síndromes.
Mesmo quando apresenta evolução lenta, a escoliose pode avançar durante o crescimento e provocar mudanças visíveis na postura.
Diferença na altura dos ombros, assimetria na cintura, inclinação do tronco para um dos lados e saliência em uma das escápulas estão entre os sinais mais comuns.
Em alguns casos, a condição também pode causar dor, limitar movimentos e dificultar atividades físicas, escolares e tarefas do dia a dia.
Para os ortopedistas pediátricos e especialistas em cirurgia da coluna Dr. André Luís Fernandes Andújar e Dr. Rodrigo dos Santos Grandini, sócios e cirurgiões da Clínica da Coluna de Florianópolis, a identificação precoce é uma das principais formas de evitar a progressão das curvaturas durante a fase de crescimento.
Segundo o Dr. André Luís, a escoliose geralmente não provoca dor. Por isso, muitas vezes o diagnóstico ocorre apenas quando a deformidade já está mais evidente.

A observação de sinais como ombros desalinhados, cintura assimétrica ou inclinação lateral do tronco é essencial para buscar avaliação médica no momento adequado.
Quanto antes a alteração for percebida, maiores são as possibilidades de acompanhar o caso e controlar a evolução da curva.
O diagnóstico normalmente é feito por meio de avaliação clínica e exames de imagem, que permitem medir o grau da curvatura e acompanhar sua progressão.
Com essas informações, o especialista define a conduta mais indicada para cada paciente.
De acordo com o Dr. Rodrigo, nem todos os casos exigem cirurgia. O tratamento depende da idade do paciente, da fase de crescimento e do grau da curvatura.

Em algumas situações, o acompanhamento periódico é suficiente. Em outras, podem ser indicados exercícios específicos e o uso de órteses para ajudar no controle da deformidade.
A avaliação individual é indispensável para definir a melhor estratégia de cuidado.
Os especialistas reforçam que o tratamento iniciado cedo pode ajudar a conter a progressão da escoliose e reduzir a chance de intervenção cirúrgica no futuro.
Quando identificada nas fases iniciais, a doença apresenta melhores condições de acompanhamento, principalmente durante a adolescência, período em que ocorre o estirão de crescimento.
Além dos efeitos físicos, a escoliose também pode causar impactos emocionais e sociais, especialmente entre adolescentes.
Mudanças na postura e na aparência corporal podem afetar a autoestima e influenciar a participação em atividades esportivas, escolares e sociais.
Por esse motivo, entidades médicas defendem ações permanentes de conscientização voltadas a famílias, educadores e profissionais da saúde.
O assunto também é debatido em eventos científicos e fóruns médicos dedicados às deformidades da coluna.
Entre os temas discutidos estão os avanços no monitoramento da doença, novas estratégias para o diagnóstico precoce e a ampliação do acesso à informação para a população.
Durante o Junho Verde, especialistas reforçam que observar alterações posturais e procurar avaliação médica diante de sinais suspeitos são atitudes importantes para identificar a escoliose ainda no início.
A informação continua sendo uma das principais ferramentas para garantir diagnóstico oportuno e reduzir os impactos da doença ao longo da vida, principalmente na infância e na adolescência.
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