
A PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) informou que a mãe e o padrasto de Moisés Falk da Silva, criança morta em Florianópolis no dia 17 de agosto, devem ser indiciados por homicídio duplamente qualificado. A confirmação foi confirmada pelo delegado Alex Bonfim, titular da Delegacia de Homicídios.
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O laudo pericial apontou que Moisés morreu em decorrência de hemorragia interna causada por traumatismo torácico, provocado por instrumento contundente, evidenciando a violência sofrida. O processo corre em sigilo judicial.
O padrasto, Richard da Rosa Rodrigues, 23 anos, segue preso preventivamente, enquanto a mãe foi liberada em audiência de custódia por estar grávida. Segundo a PCSC, além de maus-tratos praticados por Rodrigues, há indícios de omissão da mãe.
O menino, autista não verbal, já havia dado entrada no HIJG (Hospital Infantil Joana de Gusmão) em maio, com hematomas e lesões sugestivas de maus-tratos. À época, o hospital acionou a Vigilância Epidemiológica, a PCSC e o Conselho Tutelar, que abriram inquérito pela Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso).
No dia da morte, Moisés chegou desacordado à UPA do MultiHospital, no bairro Tapera, com marcas de mordida no rosto, hematomas no tórax e nas costas. Apesar da tentativa de reanimação por quase uma hora, o óbito foi confirmado às 14h24.
A defesa da mãe, em nota, afirmou que a imputação é de omissão imprópria, não de participação direta no crime, e disse confiar que “a verdade será demonstrada ao longo do processo”. A defesa de Richard não se manifestou.
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