
O Avaí voltou a decepcionar e deixou a impressão de que a vitória sobre o Cuiabá foi apenas um lampejo em meio a uma campanha preocupante. A derrota por 1 a 0 para o Athletic, definida nos minutos finais, apenas confirmou o que o desempenho já mostrava durante os 90 minutos: um time sem intensidade, sem criatividade e incapaz de controlar o jogo com posse de bola ou construção ofensiva. O gol sofrido aos 43 minutos do segundo tempo foi apenas o desfecho de uma atuação apática.
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A equipe de Cauan de Almeida praticamente não produziu. Faltou organização, movimentação e qualidade para envolver um adversário que também não fez uma grande partida, mas teve mais iniciativa, criou as melhores oportunidades e exigiu boas defesas de Igor Bohn. As mudanças promovidas durante o jogo também não surtiram efeito. Daniel Penha e Paulo Vitor pouco acrescentaram, reforçando a sensação de que o elenco oferece poucas alternativas para uma reação consistente na competição.
Drama azurra
A situação na tabela passa a ser dramática. Com apenas 13 pontos em 15 rodadas, o Avaí permanece na zona de rebaixamento e vê a distância para os concorrentes aumentar. Depois de interromper um jejum de 11 partidas sem vitória, a equipe voltou rapidamente à realidade de um campeonato em que falta futebol para sonhar com algo maior. Hoje, o objetivo é exclusivamente escapar da Série C.
Enquanto o campo não responde, o ambiente fora dele também é de enorme tensão. Os salários seguem atrasados e, nesta terça-feira, o Conselho Deliberativo decidirá sobre a criação da SAF e a venda de 90% das ações para a Kactus Capital. O clube vive um momento decisivo dentro e fora das quatro linhas. A SAF aparece como uma esperança de reorganização financeira, mas não resolverá, sozinha, a falta de desempenho. O fantasma do rebaixamento continua rondando a Ressacada, e o tempo para reagir está ficando cada vez mais curto.
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