Para combater a estiagem em Santa Catarina, e incentivar o cultivo de cereais, o Governo do Estado destinou R$10 milhões em auxílio para os produtores de todas as regiões do estado. O valor é equivalente ao que os gabinetes dos deputados da Assembleia Legislativa gastaram com diárias desde 2019. A legislatura dos 40 parlamentares titulares da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) termina no fim de 2022. Dados do portal da transparência da casa legislativa apontam que a deputada Ana Campagnolo (PL) foi a campeã em gastos — até 12 de abril, foram R$ 478.157 em diárias. Em segundo lugar surge o deputado Jerry Comper (MDB) com R$ 477.191 em gastos. O MDB, partido do presidente da casa, segue na terceira posição com o deputado Valdir Cobalchini com R$ 472.437 em diárias.
No ‘Top 10’ ainda aparecem Fabiano da Luz (PT), na 4ª posição, seguido por Ricardo Alba (UB), Marcos Vieira (PSDB), Ivan Naatz (PL) e Paulinha. A deputada recém filiada ao Podemos aparece com R$ 399.073, mesmo tendo como base eleitoral uma cidade do litoral norte, próxima da Capital. Ismael dos Santos (PSD) e Kennedy Nunes (PTB) compeltam a lista.
O atual presidente da Alesc, deputado Moacir Sopelsa, já gastou R$ 220.809 em diárias. Inclusive no ano da pandemia, em 2020, enquanto não era presidente da casa e as atividades estavam remotas, Sopelsa utilizou R$ 30.810 em diárias, mesmo pertencendo ao grupo de risco por ter, atualmente, 75 anos.
Júlio Garcia (PSD), ex-presidente da Alesc, utilizou até o momento R$ 71.778 em diárias. No ano de 2020, quando foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelo crime de lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Alcatraz, Júlio utilizou R$ 9.240 em diárias.
Bruno Souza (Novo), Jessé Lopes (PL) e Luiz Fernando Vampiro (MDB) aparecem com gastos zerados em diárias. Os dados são públicos e estão no Portal da Transparência da Alesc.
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