Escala 6×1: Boulos defende que proposta não tem origem do ano eleitoral

Segundo ele, o projeto de fim da escala 6x1 aos trabalhadores existe desde 2024 e é uma das prioridades do governo Lula

Resumo da Notícia

Segundo ele, o projeto existe desde 2024 e é uma das prioridades do governo Lula

ministro boulos em florianópolis fala sobre escala 6x1
Foto: Ana Horst

Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil, cumpriu agenda em Florianópolis nesta quinta-feira (18). Antes de participar da Feira da Cidadania, evento do movimento Governo Federal na Rua, o político participou de entrevista exclusiva à Jovem Pan News.

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Ao ser questionado sobre a escala 6×1, Boulos enfatiza que essa proposta existe há dois anos — desde 2024 —, e não teria relação com o período eleitoral. “A PEC poderia, se houvesse a vontade dos congressistas, ter avançado em 2024 e ter sido votada em 2025, totalmente desvinculada ao calendário eleitoral“, afirma.

Quem votou para a realização do movimento agora, desengavetando a PEC (Proposta de Emenda à Constituição), foi a Câmara, não o presidente Lula, segundo o ministro. “O presidente apenas atua mandando o Projeto de Lei em regime de urgência, para que o caso avançasse.”

ministro boulos em florianópolis fala sobre escala 6x1
Foto: Ana Horst

Guilherme Boulos ainda defende que não foram os políticos de esquerda que paralizaram o processo de fim da escala 6×1. “É preciso dar nome aos bois. Onde teve uma jogada eleitoral foi na extrema-direita bolsonarista, que não queria responder pelo seu voto contra os trabalhadores.”

Para ele, “inadmissível é o Brasil manter o nível de exaustão dos trabalhadores, e não repassar os ganhos de produtividade para a trabalhadora e para o trabalhador”.

Escala 6×1 para empresários

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil afirma que, ao tratar do debate da escala 6×1, é necessário diferenciar os pequenos dos grandes empresários.

lula envia pl de fim da escala 6x1
Foto: Agência Brasil/Reprodução

Segundo ele, o pequeno empresário, com apenas um negócio, por exemplo, será o mais afetado. A redução da carga horária semanal dos funcionários pode afetar pequenos comércios, e o Governo Federal pensa em estratégias para remediar esses impactos.

Já para grandes empresários, com rede de lojas e grandes marcas, o impacto seria apenas uma pequena redução no lucro — impacto que, inclusive, já teria sido medido. Houve audiência pública em sete estados brasileiros durante a tramitação da PEC, inclusive em Santa Catarina, com participação da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), que representa os empresários industriais.

“Vamos falar um português claro: os grandes empresários não querem tempo para serem ouvidos, todo mundo ali foi ouvido. A questão deles é tempo para empurrar com a barriga, porque eu nunca vi grande empresário ser a favor do direito do trabalhador, e não é agora que vai ser”, concluiu o ministro.

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