
O Movimento Floripa Sustentável promoveu, na última segunda-feira (27), em São José, o Almoço Estratégico “Desafios da Região Metropolitana de Florianópolis”, reunindo prefeitos, representantes do Governo do Estado, entidades empresariais e lideranças da sociedade civil para discutir soluções conjuntas em áreas como mobilidade urbana, transporte coletivo, saneamento e desenvolvimento regional.
Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp
Segundo o presidente do Floripa Sustentável, Roberto Costa, o encontro cumpriu o objetivo de ampliar a articulação entre os municípios da Região Metropolitana de Florianópolis e fortalecer a integração entre poder público, entidades e iniciativa privada. Ele destacou que muitos dos desafios enfrentados atualmente acumulam anos de atraso e dependem de uma nova governança para avançar com mais rapidez.
Um dos principais pontos apresentados durante o evento foi o TIME, Transporte Integrado Metropolitano, anunciado pelo presidente da Superintendência de Desenvolvimento das Regiões Metropolitanas, João Luiz Demantova. A proposta faz parte do Plano de Desenvolvimento Integrado Urbano e prevê mudanças no sistema de transporte coletivo regional a partir de 2027. Hoje, a operação é dividida entre cinco empresas diferentes, sem plena integração entre si.
De acordo com Demantova, o modelo atual tem excesso de linhas competindo pelo acesso à Ilha e desintegração tarifária, o que obriga passageiros a fazerem múltiplos pagamentos em uma mesma viagem. A proposta é reorganizar o transporte em corredores, com lógica semelhante à de sistemas metroviários, reduzindo o tempo de deslocamento. Uma viagem entre Biguaçu e a UFSC, em Florianópolis, por exemplo, poderia passar de 2h20 para 1h55.
O projeto também prevê a criação de uma Nova Governança Metropolitana, com gestão consorciada do transporte coletivo. Pelo modelo apresentado, 60% dos votos ficariam com os municípios e 40% com o Governo do Estado. Para a implantação do novo sistema, a estimativa é de investimento de US$ 333 milhões, cerca de R$ 1,6 bilhão, ao longo dos próximos 20 anos.
Durante o encontro, o presidente da Associação Paulista de Municípios, Fred Guidoni, defendeu que a integração regional precisa ser tratada como uma prioridade administrativa. Ele afirmou que, assim como ocorre em regiões metropolitanas de São Paulo, a população já vive de forma integrada, mas a gestão pública ainda precisa acompanhar essa realidade com estruturas capazes de operacionalizar políticas comuns.
O prefeito de Florianópolis e presidente da Fecam, Topázio Neto, também participou do debate e destacou desafios ligados à mobilidade, transporte coletivo, saneamento básico e gestão de resíduos. Ele lembrou que a região teve, em 2025, o maior movimento migratório do Brasil, segundo o IBGE, com crescimento populacional de 2,24% em um ano. Hoje, os nove municípios da Grande Florianópolis somam cerca de 1,5 milhão de moradores.
Também participaram do evento os prefeitos Orvino Coelho de Ávila, de São José, Alexandre Martins de Souza, de Biguaçu, o secretário estadual de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen, a presidente da Aemflo, Cintia Pieri, e o presidente do Comdes, Robson Truppel.
Já faz parte do nosso grupo?
Estarei de volta em breve