
A presença de uma espuma escura na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, observada desde o último sábado (11), tem causado preocupação entre moradores e visitantes. No entanto, segundo a Prefeitura de Florianópolis, trata-se de um fenômeno natural, provocado pela proliferação de algas — intensificada pelo calor e pela alta concentração de fosfato na água.
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A mancha escura se estende por toda a região da Lagoa de Baixo, desde os trapiches até a antiga ponte. A explicação oficial foi divulgada nesta terça-feira (14) pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que descartou, até o momento, relação direta com despejo de esgoto.
“O calor intenso favorece o crescimento das algas, enquanto o aumento de nutrientes, como o fósforo, estimula ainda mais esse processo”, informou a Prefeitura em nota.
O IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) confirmou que recebeu imagens do local e iniciou, nesta terça-feira, a coleta de amostras para análise laboratorial. A orientação preliminar é que a população evite o uso recreativo da lagoa até a conclusão das vistorias.
No local, o repórter Matheus Deichmann, da Jovem Pan News Florianópolis, constatou que não há odor característico de esgoto, o que pode afastar, ao menos por ora, a hipótese de lançamento irregular de efluentes na água. Em entrevista, o subsecretário de Saneamento Básico, Bruno Vieira, também reforça que a situação é um fenômeno natural.
“Não foi constatado nada relacionado a lançamenot irregular de esgoto, óleo, ou qualquer situação dessas”, afirmou.
Em nota, a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) afirmou que a espuma poderia estar relacionada a ligações clandestinas de esgoto na rede de drenagem pluvial, mas destacou que essas situações não são de responsabilidade direta da companhia.
“No domingo pela manhã, todas as estações elevatórias da Lagoa foram vistoriadas e nenhum problema foi encontrado na estrutura da Casan”, informou a companhia, que disse atuar de forma colaborativa com a Floram e a Vigilância Sanitária.
Outra justificativa por parte da Casan é também a proliferação de algas.
Equipes da Blitz Sanear, da prefeitura, e do IMA-SC devem retornar à Lagoa de Baixo nesta quarta-feira (15) para intensificar o monitoramento e avaliar medidas de controle ambiental, caso seja confirmada a presença elevada de nutrientes ou a necessidade de ação corretiva.
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