
Florianópolis ganhou nesta quarta-feira (8), uma nova frente de atuação voltada à inclusão social e à cidadania. Trata-se da Aliança por Floripa, projeto idealizado por entidades empresariais com o apoio da Prefeitura de Florianópolis, que tem como objetivo principal reinserir pessoas em situação de rua no mercado de trabalho.
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Idealizada pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Florianópolis, pela Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) e pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), a iniciativa é mantida por meio de um fundo privado que direcionará recursos para capacitação profissional, inserção laboral e ações de manutenção urbana. A proposta busca transformar a lógica da esmola em inclusão, estimulando o engajamento de empresas e cidadãos em prol de soluções estruturantes.
O projeto já conta com o engajamento da Prefeitura, que tem utilizado o aplicativo Acolher como ferramenta de diagnóstico social. Nos últimos 90 dias, 47 pessoas em situação de rua foram profissionalizadas por meio de programas municipais, e a expectativa é que a parceria com o setor produtivo amplie significativamente esse alcance.
“Como entidade que representa o comércio e os empresários locais, a CDL Florianópolis conhece profundamente a realidade da nossa cidade e dos que a movimentam diariamente. Temos buscado atuar como parceiros do poder público contribuindo com ações que gerem transformação social real, como a Aliança por Floripa, que se propõe a olhar para a base do problema e solucioná-lo por meio da profissionalização e da oportunidade de trabalho. Queremos ser parte ativa da mudança”, destaca Eduardo Koerich, presidente da CDL Florianópolis.
“A Aliança por Floripa mostra, na prática, o que sempre defendemos: quando o poder público e a iniciativa privada atuam juntos, o impacto é real e imediato na vida das pessoas. Essa parceria une quem quer ajudar com quem precisa de uma nova oportunidade, criando um ciclo de transformação social que incentiva e beneficia toda a cidade. O papel da ACIF é de articular esses esforços e mostrar que a colaboração é o caminho para construir uma Florianópolis mais humana, segura e inclusiva”, destaca Célio Bernardi, presidente da ACIF.
Rodrigo Marques, representante do Conseg, destaca que o projeto Aliança por Floripa não se originou meramente da indignação de empresários, mas sim da imperativa necessidade de agir diante de um desafio global, uma questão premente que há muito assola os grandes centros urbanos mundiais.
“Florianópolis demonstrou a coragem de unir a sociedade civil às autoridades de segurança e, principalmente, ao poder executivo municipal para enfrentar uma problemática cuja complexidade intrínseca poucos compreendem: a situação das pessoas em condição de rua. Fundamentalmente, a Aliança por Floripa transcende a questão das pessoas em situação de rua; trata-se de pessoas, de uma sociedade civil que despertou para a compreensão de que não estamos lidando apenas com a perspectiva da vulnerabilidade social ou da ciência social, mas sim com indivíduos que clamam por auxílio e por um novo percurso. Este princípio manifesta-se claramente em nossa campanha e em nossa estratégia de mobilização da sociedade civil para conceber alternativas e construir novas realidades para aqueles que hoje enfrentam o mais extremo grau de vulnerabilidade social, a condição de rua”.
A campanha criada pelas entidades busca transformar a lógica da doação de esmola em inclusão social, mostrando a cada doador que não estão apenas mudando uma situação pontual, mas sim realidades de vida. Os recursos destinados ao fundo do projeto financiará capacitação profissional, inserção no mercado de trabalho e ações de manutenção urbana. A proposta prevê, já no projeto piloto, a contratação de pessoas em situação de rua para atuarem em áreas estratégicas da cidade, como “zeladores” de espaços públicos.
O encaminhamento das pessoas em situação de rua para o programa da Aliança por Floripa é realizado pelo projeto Rumo Certo e todo o trabalho será acompanhado por um comitê formado pelas entidades proponentes, ou seja, o empresário Eduardo Koerich pela CDL, Célio Bernardi pela ACIF e Rodrigo Marques, do Conseg.
Além disso, foi formado um comitê consultivo que conta com a participação de membros da prefeitura de Florianópolis e do Ministério Público, além do padre Vilson Groh, de Ivone Perassa e, representando o projeto Rumo Certo, já em operação, o coordenador geral Leandro Lima.
O prefeito de Florianópolis, Topazio Neto, destacou que esse é um projeto ímpar e que com toda certeza impulsionará ainda mais todo o ecossistema, com um ciclo virtuoso e de sucesso.
“Tenho certeza que esse projeto é o elo que estava faltando com o trabalho que fazemos com pessoas em situação de rua em Florianópolis. Nos últimos 4 meses o projeto Rumo Certo empregou 56 pessoas. E agora tenho certeza que vamos ter muitas mais. É natural que as pessoas que estão buscando mudar de vida mirem as capitais dos estados, e muitas vêm e ficam na rua. Mas se você estica a mão, meia dúzia vai aceitar ajuda, vai querer emprego. Acho bárbara essa ideia, todo mundo vai sair ganhando”, destacou.
A campanha prevê a divulgação nos principais veículos de comunicação de Santa Catarina, com o intuito de ampliar o alcance e o impacto das ações junto ao público. Entre os parceiros confirmados estão NSC TV, NDTV e SCC SBT, além das rádios Jovem Pan, CBN Floripa, Atlântida, Alpha e Magia. A estratégia inclui ainda anúncios digitais no Portal NSC, páginas publicitárias no Jornal ND, mídia exterior em pontos de grande circulação, como a cancela do Beiramar Shopping, o Lago das Três Bandeiras e o Terminal Urbano de Florianópolis, além da divulgação nas redes sociais do Angeloni, garantindo presença multiplataforma e capilaridade de comunicação em todo o Estado.
A marca visual da Aliança por Floripa criada para simbolizar a campanha representa a união de forças em prol da vida e da dignidade e foi desenvolvida pelo departamento de comunicação e marketing da CDL, sob coordenação da gerente de marketing da entidade, Karla Martins.
O coração é o símbolo central, representando a vida, o amor e o propósito humano que orienta a campanha. Ele é o espaço onde tudo se encontra: a sociedade, as entidades e as pessoas em situação de vulnerabilidade, todos em busca de transformação.
As mãos envolvem e formam esse coração, simbolizando cuidado, acolhimento e proteção. Cada mão representa um setor que se une nessa causa: o setor privado, o poder público e a população. As cores em tons quentes e acolhedores foram escolhidas para aproximar o público, reforçando o caráter positivo da campanha. A transição suave entre elas simboliza a transformação e inclusão, lembrando que toda mudança é um processo contínuo de cuidado e oportunidade.
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