Meu avô, meu avô. Ele assinava muito a revista alemã. É lá que começou, a partir do verde, lá que começou a coisa de ecologia e essas coisas todas. Então, ali eu comecei a me interessar por isso aí e comecei a uma viagem que eu fiz para Londres em 1980. Acho que não ter nem nascido em Natal já era.
Estava. Já estava na minha vila. Ali, eu já ali eu comecei a ter contato com a arte, com os amigos da terra. E ali começou a desenvolver isso em 1980. Aí depois eu fui morar no Rio de Janeiro, onde eu tive o prazer. Aí você falou em você com conservacionismo de ser membro da Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza.
Você, BCN, que na época quem era o comandante era o Almirante Ibsen, Ibsen Pinheiro Pinheiro. Então ali eu comecei a participar de vários congressos. A cena era muito, a FBN era muito atuante na conservação. Eu não sei como é que ela está hoje, tem notícia e não, não tem mais aquele protagonismo que a gente tinha ali na década de 80.
Então ai foi indo, foi indo, fui me especializando, fui fazendo viagens, sempre com esse olhar, como te falei, sempre com olhar em unidades de conservação, de como é que são as unidades de conservação, como é que elas funcionam, como é que são as estruturas. E também como eu sempre falo, que o outro projeto grande que a gente está tocando, que é o Rota Cênicas, que também a gente insiste para tocar, que que é nada mais é do que fazer com que as pessoas comecem a observar a paisagem.
Você vai daqui a Serra do Rio do Rastro para lá, para a Serra do Rio do Rastro. Você vai, Parece que vai que nem um cavalo que não, não é aquele que o cavalo tem no no rosto, que só vai estado e só vai e só vai para lá. Mas tem tanta coisa linda, tanta coisa bonita para explorar no caminho.
Isso faz com que as pessoas comecem a respeitar mais, Começa a respeitar mais a importância da preservação da paisagem. Mas isso aí que me lembra aquele livro do Diegues que é o mito da natureza intocada e o de antes, que era um historiador pesquisador e trabalhava muito com isso. Essa visão que a gente muitas vezes traz de outros países, justamente dessa natureza intocada que que não reflete a realidade, porque nós fazemos parte da natureza, nós fazemos parte desse ambiente.
Então eu vejo ainda que as unidades de conservação no Brasil carregam esse mito da natureza intocada, que não é verdade, que não é verdade nem lá nem não. Eu estou para trazer aqui o pessoal dos CMB, o Marcos, que é gerente de Unidade de Conservação para justamente a gente discutir esses desafios, porque assim a gente tem que diferenciar o que é uma unidade de conservação lá no meio da Amazônia.
É uma unidade dentro de uma cidade dentro de Florianópolis, como a Estação Ecológica de Carijós, como a Reserva Extrativista do Pira, Juba e e agora as Municipais. Então você falou aí você viaja muito, consegue observar isso em outros países? E o que mais chama a atenção é a Europa, Estados Unidos e eu estive há pouco tempo na África do Sul.
E a estrutura que se coloca dentro de um parque no hotel, restaurando as trilhas equipadas, trilhas equipadas, várias atividades, rafting, rapel, trilha guiada é muito difícil. Você vê um parque nos Estados Unidos que são milhares de planos de perseguição e lá tem o parque Federal, tem estadual do Parque das Mal do Condado, enfim, são milhares e é muito difícil você ver um parque sem um atrativo, sem um museu.
E isso traz verba, isso precisa. E é isso que ninguém quer ver aqui. Você imagina se eu disse que eu sou rico? Se a gente faz um parque aqui, nós temos como exemplo um quilômetro e meio de mangue que a gente tem aqui. Se a gente faz uma estrutura bacana, ver quantos empregos, não só no parque, nos emprego, se isso não vai gerar associados é um trabalho mais limpo, não um trabalho mais bacana, E parar de ver só a cidade como um turismo de praia.
Se a gente tem 70% de natureza, de área conservada, por que não usar esses aspectos para o desenvolvimento econômico da cidade? E aí que eu tive, eu fiz um teste comigo mesmo depois que eu fiz o meu 70, eu fui lá no Maninho. Deves conhecer ali na Ana, na Barra da Lagoa. Fui lá conhecer uma pessoa muito bacana, subi, fui até o Dome da Oração lá em cima.
Que coisa espetacular aquela vista. Você vê ali a Praia Mole, você vai a praia do Gravatá, você até a Praia da Galheta e hoje está lá assim, o que se não é o maninho ali é cuidado. Aquele ali ninguém ia tomar conhecimento e são centenas de pessoas que vão lá semanalmente. O próprio Morro da Cruz, que a gente está aqui agora não, Zé, não tem uma área de contemplação, não tem uma área de lazer, não tem um, não tem um quiosque, não tem um bar, não tem um restaurante panorâmico, coisa que a gente vai ficar do Sul lá.
Guardando as devidas proporções, a gente tem até bom. Mal tem a Cidade do Cabo, onde você tem a visão de toda a cidade e é aqui a gente tem a visão 360 graus sim, da cidade, principalmente do manguezal embaixo.
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