
Afrânio Boppré (PSOL), candidato ao Senado por Santa Catarina, defendeu a tarifa zero para o transporte público, financiado por um possível novo imposto para a população. Afirmações foram feitas durante entrevista ao Jogo do Poder nesta quarta-feira (09).
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A entrevista com o político faz parte das sabatinas realizadas pela Jovem Pan News com os candidatos ao Senado. A próxima acontece na sexta-feira (11) com o político Carlos Bolsonaro (PL).
Tarifa zero para transporte público
A principal proposta de Afrânio para o possível mandato é a tarifa zero para o transporte municipal. O candidato defende que, se o ônibus é público, ele deveria ser gratuito e livre para a população.

Para a criação de um sistema de transporte nestas condições, o ex-vereador do PSOL propõe a criação de uma nova taxa de imposto — mas que, ao final das contas, valeria a pena para os cidadãos, ao passo em que diminuiria os gastos familiares e o uso de carros diminuiria, segundo ele.
“Se por um lado cria, por outro deixa de cobrar”, explica ele, “e, na ponta do lápis, todo mundo vai ganhar“. Neste modelo, o patrão deixaria de fornecer vale-transporte aos servidores da empresa, o que favoreceria diferentes grupos.
“Porque passageiro não é despesa, é receita; e por que eu cobraria por receita?”, questiona o ex-vereador.
Afrânio defende mudança de Merísio
Durante a entrevista, o candidato afirmou que a alteração de visão política de Gelson Merísio (PSB), o indicado do presidente Lula ao governo de Santa Catarina, incomodou os defensores do outro lado. “Eu tenho visto críticas, principalmente da direita, e parece que não queriam perder o Merísio”, mencionou.

Segundo ele, o candidato do PSB era do centro-direita inicialmente, mas mudou para a esquerda. Já Jorginho, que era do centro-esquerda, foi para a extrema-direita. “Mas ninguém cobra a virada de chave do Jorginho.”
Ao final da entrevista, ainda, Afrânio chamou Jorginho Mello de “mal-educado” e afirmou: “Eu acho que o governador tem que parar de fazer pirraça com o governo federal”.






