Regulamentação dos vapes no Brasil pode gerar arrecadação de mais de R$ 27 bilhões

Resumo da Notícia

Dados recentes e inéditos da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) mostram que o faturamento do país poderia ultrapassar os R$ 27 bilhões, caso o mercado potencial de cigarros eletrônicos fosse suprido pela produção interna do setor formal de fumo.

Regulamentação dos cigarros eletrônicos no Brasil pode gerar arrecadação de mais de R$ 27 milhões
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Dados recentes e inéditos da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) mostram que o faturamento do país poderia ultrapassar os R$ 27 bilhões, caso o mercado potencial de cigarros eletrônicos fosse suprido pela produção interna do setor formal de fumo.

A entidade também projeta que uma eventual regulamentação iria resultar na criação de quase 124,5 mil empregos formais e informais, o que equivale a oito vezes dos postos de trabalho formais já criados em 2023 no setor agropecuário.

O cultivo do tabaco se destaca como uma fonte significativa de renda para famílias da região Sul. De acordo com a Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), o Brasil conta com cerca de 125 mil famílias que dependem economicamente da produção de tabaco.

A regulamentação dos vapes com liberação para produção no país traria um impacto significativo para esses produtores também.

Hoje, a Anvisa proíbe a importação e comercialização dos cigarros eletrônicos. Mesmo assim, o número de consumidores no Brasil cresceu 600% nos últimos seis anos, chegando a quase 3 milhões, e cerca de 6 milhões de pessoas já experimentaram os dispositivos, segundo o Ipec.

Todo esse mercado é abastecido por produtos 100% contrabandeados, sem controle sanitário e sem qualquer informação sobre a procedência. O produto não é inócuo, não é destinado aos jovens – que em hipótese alguma deveriam ter acesso – e nem para pessoas que nunca fumaram.

Por esse motivo, uma regulamentação com normas rígidas de fiscalização e controle é necessária urgentemente. O tema vem sendo debatido no Senado por meio do PL 5008/2023 que defende a regulamentação para que a produção desses produtos conte com o tabaco gerado internamente no Brasil e que a indústria legal seja responsável por garantir que os critérios sanitários sejam cumpridos.

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