O café da manhã do brasileiro ficou mais caro e o motivo é a alta do café, vista facilmente indo ao supermercado. O preocupante é que a situação deve piorar nos próximos meses.
Na última quarta-feira (27), a referência global para o café arábica — os índices futuros de março de 2025 — fechou 4,6% mais alto na ICE (Intercontinental Exchange), a US$ 3,2305 por libra, após atingir seu nível mais alto desde 1977. Esse índice já subiu mais de 70% neste ano, segundo reportagem do Business Insider.
Enquanto isso, o café robusta ICE de referência — mais barato em relação ao arábica — fechou na quarta-feira 6,9% mais alto, a US$ 5.533 a tonelada métrica. Os índices futuros do café robusta ICE subiram 80% neste ano até o momento, de acordo com o BI.
Esse aumento significa que os preços do café em geral — de bebidas sofisticadas feitas de grãos de Arábica a café instantâneo — quase certamente custarão mais para o consumidor.
A Nestlé, a maior fabricante de café do mundo, disse na semana passada que aumentará os preços para lidar com essa nova fase dos grãos.
Os preços do café aumentaram neste ano devido a vários fatores, incluindo o mau tempo no Brasil, o maior produtor do mundo.
Os agricultores do país — que produzem quase metade dos grãos de Arábica do mundo — têm relutado em vender seus grãos, pois esperam preços ainda mais altos depois de vender 70% de sua safra atual.
Em agosto e setembro o país foi atingido por sua pior seca em 70 anos. Os produtores, agora, estão apostando em mais ganhos de preços devido a preocupações com a próxima colheita.
Embora a seca no Brasil tenha sido seguida por fortes chuvas que ajudaram no cultivo, agora há preocupações sobre se as flores se desenvolverão adequadamente para formar cerejas que abrigam sementes — ou grãos de café. As negociações da próxima safra acontecem em julho.
O Vietnã — o segundo maior produtor de café do mundo e a maior fonte do tipo robusta — foi atingido por fortes chuvas nas últimas semanas após uma seca no início deste ano. A colheita atual seguirá três anos de déficits de oferta., segundo o BI.
Como os preços têm aumentado desde 2021, os cafeicultores do Vietnã, como os do Brasil, também estão esperando por preços ainda mais altos.
Outros grandes produtores, incluindo a Colômbia — o segundo maior produtor de arábica — e Honduras também estão lidando com seus próprios problemas climáticos, o que só piora a situação do mercado mundial, deixando mais caro para o consumidor ter acesso a uma das bebidas mais populares do mundo.
Com informações de Exame.
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