
A Prefeitura de Florianópolis abriu a disputa pela exploração de quiosques, cadeiras, guarda-sóis e outros serviços nas praias da Capital durante a temporada 2026/2027.
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Foram publicados três editais de chamamento com regras que, segundo o município, buscam aumentar a segurança da disputa, reduzir desistências e garantir mais transparência. A iniciativa surge após um ano
Uma das principais mudanças é a análise da documentação dos participantes antes da etapa de lances. Somente as empresas habilitadas poderão participar da disputa. Nos processos anteriores, a documentação era analisada depois dos lances, o que poderia provocar a desclassificação do vencedor e a convocação dos concorrentes seguintes.

Os participantes também terão de apresentar uma caução equivalente a 1% do valor mínimo de cada ponto. Os valores variam entre R$ 331,32 e R$ 814,51, dependendo do espaço. O dinheiro será devolvido em até 10 dias úteis aos participantes que cumprirem todas as etapas previstas no edital.
Disputa será presencial
A documentação deverá ser enviada pela internet até 22 de setembro, pelo site da Prefeitura de Florianópolis. A etapa de lances, porém, será presencial, com identificação dos representantes das empresas.
A disputa também será transmitida ao vivo e gravada em áudio e vídeo pelo canal da Prefeitura de Florianópolis no YouTube.

Outra regra estabelece que o pagamento da caução, da outorga e os valores recebidos pela exploração dos espaços deverão passar por contas bancárias de titularidade da própria empresa vencedora.
Segundo a Prefeitura, a medida facilita a identificação dos responsáveis pela exploração e aumenta a transparência das operações.
Problemas na última temporada
Comerciantes de praia em Florianópolis se uniram para relatar grande prejuízo durante a temporada 2025/2026. No fim do último verão, a equipe da Jovem Pan News conversou com vendedores e empresários do setor para entender as reclamações.

Um dos principais pontos foi o alto valor da outorga — dinheiro pago para uso dos espaços de comércio na praia. Segundo um integrante do movimento, que preferiu não se identificar, o valor da temporada chega a ser 300% mais caro que o da anterior, de 2024/2025.
A gestão municipal esperava a vinda de 3 milhões de pessoas para o último verão. Entretanto, os empresários especulam ter atendido metade dessa quantidade, além de terem percebido diminuição significativa do fluxo ao longo dos últimos anos.
Seis sócios afirmaram ter investido R$ 1,5 milhão em quiosques, esperando o fluxo de turistas divulgado. Eles contam que faturaram apenas R$ 600 mil, ficando em grande prejuízo na última temporada 2025/2026.







