
A Vara Criminal de Biguaçu, na Grande Florianópolis, condenou seis pessoas — quatro homens e duas mulheres — a penas que somam 364 anos e 11 meses de prisão em regime fechado. O grupo foi considerado culpado pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver e furto.
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De acordo com a sentença, os condenados, que eram parentes e amigos, assassinaram um empresário e sua companheira em novembro de 2024, após um desentendimento sobre o aluguel de um imóvel pertencente às vítimas. O local era usado como casa noturna, administrada por dois dos réus desde maio daquele ano.
Após o rompimento do contrato, foi marcada para o dia 11 de novembro a entrega das chaves. O encontro aconteceu no próprio imóvel, mas o casal nunca mais foi visto. Segundo o Ministério Público, os criminosos ainda furtaram bens das vítimas, como um carro Volvo, celulares, cartões de crédito e móveis. O cartão do empresário foi usado para realizar saques bancários.
A decisão judicial, assinada na última sexta-feira (24), detalha em 165 páginas toda a sequência de eventos que levou ao crime. A juíza destacou que, mesmo sem o encontro dos corpos, as provas reunidas — especialmente os depoimentos testemunhais — foram suficientes para comprovar o latrocínio.
As penas individuais variam de 50 a 64 anos de prisão. Três dos réus receberam 62 anos e quatro meses de reclusão, enquanto o quarto condenado deverá cumprir 63 anos e um mês. Cinco permanecem presos preventivamente, e uma das condenadas seguirá em prisão domiciliar com medidas restritivas. Nenhum dos envolvidos poderá recorrer em liberdade.
Na decisão, a magistrada reforçou a gravidade do crime e a periculosidade do grupo, citando o risco de fuga e reincidência como justificativa para manter as prisões preventivas.
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