
O número de brasileiros com dívidas atrasadas atingiu um novo recorde em abril de 2026.
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Ao todo, 74,82 milhões de consumidores estavam negativados, o equivalente a 44,69% da população adulta do país.
Na comparação com março, a quantidade de devedores aumentou 0,81%.
O levantamento também mostra que cada consumidor inadimplente devia, em média, R$ 5.111,64 e possuía débitos com aproximadamente 2,34 empresas.
Os dados fazem parte do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.
A maior quantidade de consumidores negativados está entre pessoas de 30 a 39 anos.
São 18,23 milhões de devedores, o que representa 53,77% da população dessa faixa etária.
As mulheres correspondem a 51,39% dos consumidores com contas atrasadas, enquanto os homens representam 48,61%.
Entre as regiões, o Norte registrou o maior crescimento anual no número de inadimplentes, com alta de 10,48%.
O Sul aparece em seguida, com avanço de 9,97%. Na região Sul, 40,69% da população adulta está negativada.
Os bancos concentram a maior parcela das dívidas, com 66,65% do total.
Já o setor de água e energia apresentou o maior crescimento no número de débitos atrasados, com alta de 22,38%.
Os dados ainda apontam que 29,40% dos consumidores possuem dívidas de até R$ 500.
Considerando valores de até R$ 1 mil, o percentual sobe para 41,75%.
Especialistas alertam que a saída da inadimplência exige organização financeira, avaliação da capacidade real de pagamento e prioridade para dívidas com juros mais elevados.
A recomendação é evitar novos compromissos que possam comprometer despesas essenciais e ampliar o risco de novos atrasos.
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