
A falta de insumos, incentivos e até mesmo compradores durante esta safra da tainha preocupa os pescadores de Florianópolis. Por meio das redes sociais, um pescador artesanal da Barra da Lagoa desabafou na noite de quinta-feira (28).
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Segundo ele, pescadores deixaram de cercar três cardumes do peixe por conta do desânimo em relação ao preço do pescado e das condições oferecidas.
“Não tem caixa, não tem caminhão, não tem comprador. Não sei se é monopólio em cima do pescador para baixar o preço, mas é isso que acontece com os pescadores. É uma vergonha”, lamentou.
Ainda segundo ele, as tainhas devem seguir na praia durante a noite devivo à falta de compradores – e o problema também existe nas praias do Campeche, Lagoinha e Ingleses.
Ele também comentou sobre a cota imposta pelo Ministério da Pesca sobre a quantidade de tainhas que podem ser pescadas durante a safra. Segundo o ministério, em Santa Catarina, podem ser capturadas 5,2 mil toneladas de tainha entre maio e julho.
“Além do Ministério da Pesca impor em cima de nós, a cota, não tem preço, não tem caixa, não tem caminhão. Para nós é um desestímulo muito grande para a pesca artesanal”, finaliza.
A safra da em Florianópolis já chegou a quase 400 toneladas de peixe. Nesta semana, pescadores do Pântano do Sul comemoraram um dos maiores lanços da temporada, com mais de 17,5 mil tainhas. Os profissionais relataram que a captura é quase inédita e que tende a ser a melhor safra dos últimos 40 anos.
Veja o registro feito pelo pescador
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