Operação federal desmantela rede criminosa de extração ilegal de palmito no Vale do Itajaí

Resumo da Notícia

Ação conjunta do ICMBio e Ibama apreende conservas clandestinas, palmito in natura e aves silvestres; prejuízo à Mata Atlântica é considerado grave

Operação federal desmantela rede criminosa de extração ilegal de palmito no Vale do Itajaí
Foto: Divulgação

Uma operação federal de grande escala desarticulou uma organização criminosa envolvida na extração, transporte e comercialização ilegal de palmito-juçara, espécie nativa e ameaçada de extinção na Mata Atlântica.

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A Operação Euterpe 2025, realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Ibama, teve como foco cidades do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

As ações ocorreram em Ascurra, Blumenau, Botuverá, Brusque, Gaspar, Guabiruba, Ibirama, Pomerode e Rio do Sul. Durante a operação, os agentes federais aplicaram R$ 321,9 mil em multas, além de apreenderem palmito in natura, conservas prontas para comercialização, maquinários utilizados na produção irregular e até aves silvestres mantidas em cativeiro.

Cadeia ilegal e falsificação de documentos

Segundo as investigações, o grupo operava uma rede estruturada para o corte clandestino de palmeiras-juçara em áreas de floresta, o transporte sem autorização e o processamento do produto em fábricas ilegais ou irregulares.

O palmito extraído era vendido a bares e restaurantes, muitas vezes sem rótulo, com procedência adulterada e em condições sanitárias precárias. Em outros casos, o produto era misturado com espécies legalizadas de palmeira ou comercializado com documentação falsificada para simular origem legal.

Além das fábricas clandestinas, as equipes também inspecionaram indústrias legalizadas, com o objetivo de mapear toda a cadeia produtiva do palmito-juçara na região.

Espécie ameaçada e impacto ambiental

A palmeira-juçara é considerada espécie-chave para o ecossistema da Mata Atlântica. Seus frutos alimentam aves e mamíferos que auxiliam na dispersão de sementes e regeneração da floresta. A exploração ilegal da planta compromete esse ciclo e ameaça a biodiversidade da região.

A operação foi batizada de “Euterpe 2025” em referência ao nome científico da espécie (Euterpe edulis). O objetivo, segundo os órgãos ambientais, é não apenas reprimir o crime ambiental, mas também estimular o consumo consciente e a preservação da espécie, cuja extração legal é altamente controlada.

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