Após de reduzir vôos em SC, Azul entra com pedido de recuperação judicial nos EUA

Resumo da Notícia

Após suspender voos em Correia Pinto (Planalto Catarinense) e Jaguaruna (região Sul), além de reduzir operações em Florianópolis, a companhia aérea Azul anunciou nesta quarta-feira (28) que acionou o Capítulo 11 da Lei de Falências norte-americana, conhecido como Chapter 11 — ferramenta equivalente à recuperação judicial no Brasil. O objetivo é reduzir significativamente o endividamento da companhia e gerar caixa.

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Foto: Gabriel Benevides/Reprodução

Após suspender voos em Correia Pinto (Planalto Catarinense) e Jaguaruna (região Sul), além de reduzir operações em Florianópolis, a companhia aérea Azul anunciou nesta quarta-feira (28) que acionou o Capítulo 11 da Lei de Falências norte-americana, conhecido como Chapter 11 — ferramenta equivalente à recuperação judicial no Brasil. O objetivo é reduzir significativamente o endividamento da companhia e gerar caixa.

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A reestruturação contempla US$ 1,6 bilhão em financiamento, a eliminação de mais de US$ 2 bilhões em dívidas (aproximadamente R$ 11,28 bilhões) e US$ 950 milhões em novos aportes de capital previstos para a saída do processo. O plano conta com o apoio de seus principais stakeholders, incluindo detentores de títulos, sua maior arrendadora — a AerCap — e as parceiras estratégicas United Airlines e American Airlines.

Segundo comunicado da empresa, o processo permitirá que a Azul continue operando normalmente, mantendo voos, reservas e compromissos com clientes, fornecedores e parceiros. “O Chapter 11 permite às empresas operar e atender seus públicos normalmente, enquanto trabalham nos bastidores para ajustar sua estrutura financeira”, informou a companhia.

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Foto: Aeroin/Divulgação

Fusão com a Gol

Em janeiro de 2025, as companhias aéreas Azul e Gol firmaram um MoU (Memorando de Entendimento não vinculativo) para avaliar uma possível fusão. A movimentação chamou atenção por concentrar cerca de 60% do mercado doméstico nas mãos de uma única estrutura corporativa, mesmo com as marcas mantendo operações separadas. O objetivo declarado era melhorar a conectividade e cortar custos operacionais, mas a proposta levantou preocupações no setor sobre a concentração de mercado e os impactos para a concorrência e os consumidores.

Culpa da pandemia?

O CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que os desafios enfrentados pela empresa têm origem na pandemia de Covid-19, em instabilidades macroeconômicas e nos gargalos da cadeia de suprimentos da aviação. Esses fatores teriam afetado diretamente a saúde financeira da companhia.

Mesmo com o mercado já acompanhando os sinais de dificuldades, o anúncio de recuperação judicial provocou forte reação negativa. As ações da Azul negociadas em Nova York chegaram a despencar 40% no pré-mercado. No Brasil, onde a bolsa abre às 10h, a expectativa é de mais um dia de perdas. Duas semanas atrás, os papéis da empresa já haviam liderado as quedas do Ibovespa, após a divulgação de um prejuízo de R$ 1,82 bilhão no primeiro trimestre, superando os resultados negativos de 2024.

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