
Conta de luz pode ficar 11,77% mais cara para os consumidores a partir de agosto, conforme anunciado pela Celesc em reunião desta segunda-feira (15). A proposta preliminar da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) prevê o reajuste nas tarifas da Celesc, mas avisam que o percentual ainda não é definitivo e será analisado em consulta pública antes da decisão final da agência reguladora.
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A definição do percentual final está prevista para agosto, após a conclusão da consulta pública e a avaliação das contribuições recebidas pela agência reguladora.
Segundo a companhia, a revisão segue uma metodologia nacional aplicada a todas as distribuidoras de energia do país e considera fatores como custos de compra de energia, transmissão, encargos setoriais e investimentos realizados no sistema elétrico.
De acordo com a diretora de Regulação da Celesc, Pilar Sabino, a proposta divulgada pela Aneel ainda pode sofrer alterações antes da homologação. A executiva reforçou que a maior parte dos valores cobrados na conta de energia não está relacionada diretamente à atividade de distribuição.
A Celesc destacou que apenas cerca de 17% do valor pago pelos consumidores na conta de luz permanece com a distribuidora. A maior parte da tarifa é destinada à geração de energia (29%), encargos setoriais e políticas públicas do setor elétrico (22%), tributos (22%) e transmissão (10%).
Segundo o presidente da Celesc, Edson Moritz, os investimentos realizados nos últimos anos em infraestrutura da companhia buscaram aumentar a resiliência da rede diante do crescimento da demanda por energia e da ocorrência cada vez mais frequente de fenômenos climáticos severos em Santa Catarina.
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