
O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) arquivou, nesta terça-feira (14), uma Notícia de Fato instaurada para apurar a mudança de domicílio do pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL).
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O político publicou um vídeo pelo X, antigo Twitter, nesta quinta-feira (16), em que comemora “o arquivamento de um absurdo processo”, em suas palavras. Segundo ele, o processo era sinal do medo, por parte da esquerda, e uma tentativa de derrubá-lo.
“Quando tomei a decisão de me tornar um catarinense por adoção, já previa que fariam ataques para tentar me prejudicar. Uma tentativa de quem tem medo da força da direita no estado e do nome Bolsonaro”, afirmou na publicação.
A Notícia de Fato Eleitoral n. 01.2026.00032370-5 foi instaurada, na 84ª Promotoria Eleitoral de São José, para apurar a regularidade da transferência de domicílio eleitoral de pré-candidato ao cargo de Senador da República para o Estado de Santa Catarina. Despacho foi assinado para apuração no dia 1º de julho.
O político do PL transferiu seu domicílio eleitoral para São José, na Grande Florianópolis, em dezembro de 2025, para concorrer às eleições em 2026. As críticas que motivaram a ação da Justiça envolviam a falta de relação de Carlos Bolsonaro com o estado catarinense — a oposição sustenta que o pré-candidato não nasceu nem residiu no estado, o que o faria menos apto a compreender demandas locais.
Filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele exerceu nove mandatos como vereador no Rio de Janeiro, sua cidade natal, antes de deixar o cargo para entrar na disputa eleitoral catarinense. Seu mandato durou de 2009 a 2025.

Apesar dos conflitos envolvendo sua candidatura, Carlos Bolsonaro mantém liderança na união dos dois votos válidos para senador, com 22,2%, segundo última pesquisa do Instituto MAPA/JP News.
Além de Carlos Bolsonaro, disputam o Senado por Santa Catarina Caroline de Toni (PL), Esperidião Amin (PP), Décio Lima (PT), Afrânio Boppré (PSOL), Jefferson Rocha (PRD) e Antídio Lunelli (MDB).
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