Santa Catarina tem a menor taxa de mortes violentas do Brasil

Estado registrou 7,6 casos por 100 mil habitantes e ultrapassou São Paulo; índice de mortes violentas em SC foi o menor do Brasil em 2025

Mortes violentas em Santa Catarina têm a menor taxa nacional
Foto: Imagem criada por IA

Santa Catarina ultrapassou São Paulo e encerrou 2025 com a menor taxa de mortes violentas intencionais entre os estados brasileiros.

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O índice catarinense ficou em 7,6 casos para cada 100 mil habitantes, enquanto São Paulo registrou 7,8.

Os dados integram a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23).

As mortes violentas em Santa Catarina passaram de 689 vítimas, em 2024, para 622 no ano passado.

A taxa estadual recuou de 8,6 para 7,6 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 11,1%.

São Paulo também apresentou melhora, mas em proporção menor.

O estado passou de 3.751 para 3.615 vítimas, enquanto a taxa caiu de 8,2 para 7,8, uma redução de 3,9%.

Com o resultado, São Paulo deixou a primeira posição dessa estatística pela primeira vez desde 2014.

A série histórica mostra que Santa Catarina já havia registrado índice inferior ao paulista em 2013, mas permaneceu atrás de São Paulo nos anos seguintes.

Queda de 11,1% leva as mortes violentas em Santa Catarina ao menor nível do país

A redução das mortes violentas em Santa Catarina ampliou uma trajetória de queda observada nos últimos anos.

Em 2017, o estado chegou a registrar taxa de 16,2 casos por 100 mil habitantes.

Em 2021, o índice ficou abaixo de dez pela primeira vez, ao atingir 9,7.

O indicador de Mortes Violentas Intencionais reúne vítimas de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.

Dessa forma, a taxa apresenta um panorama mais amplo da violência letal registrada em cada estado.

Amapá permanece com a maior taxa de mortes violentas

Na outra ponta do levantamento, o Amapá apresentou a maior taxa do Brasil pelo segundo ano consecutivo, com 42,5 mortes violentas por 100 mil habitantes.

Apesar de permanecer no topo, o índice caiu 5,9% em comparação com 2024, quando estava em 45,2.

A Bahia aparece em seguida, com taxa de 36,8, após uma redução de 9,6%. O Ceará ocupa a terceira posição, com 34,7 casos por 100 mil habitantes e queda de 7,5%.

Ao todo, 19 estados e o Distrito Federal reduziram as taxas entre 2024 e 2025.

Outros sete estados registraram aumento, com destaque para o Rio Grande do Norte, onde o indicador cresceu 19,6% e chegou a 29,1 mortes por 100 mil habitantes.

Brasil registra menor índice de mortes violentas da série histórica

Em todo o país, foram contabilizadas 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, contra 44.220 no ano anterior.

A taxa nacional caiu 8,2%, passando de 20,8 para 19,1 casos por 100 mil habitantes, o menor patamar registrado desde o início da série histórica, em 2012.

Apesar da redução geral, os feminicídios seguiram na direção contrária.

O Brasil registrou 1.571 vítimas em 2025, aumento de 4% na comparação anual, o equivalente a uma média superior a quatro mulheres assassinadas por dia.

Também houve crescimento de 5,4% nas mortes decorrentes de intervenções policiais, que chegaram a 6.602 registros.

Já o número de policiais civis e militares mortos caiu 3,5%, com 139 vítimas no período.

Outros indicadores apontaram aumento de 25,3% nos registros de produção, posse ou distribuição de material de abuso sexual infantil.

Os casos de bullying cresceram 68,2%, enquanto os de cyberbullying avançaram 61,4%.

O sistema prisional brasileiro chegou a 964.668 pessoas encarceradas.

No sistema socioeducativo, 12.203 adolescentes cumpriam medidas em meio fechado, número 53,9% menor do que o registrado em 2016.

O desempenho das mortes violentas em Santa Catarina coloca o estado à frente de São Paulo no indicador nacional, embora o levantamento também mostre que desafios como feminicídios, violência policial e crimes contra crianças continuam exigindo atenção.

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