
A terceira derrota consecutiva na Série B, o 1 a 0 para o Fortaleza, gol de Mailton aos 20 minutos do segundo tempo, manteve o Avaí na 17ª colocação e na zona de rebaixamento. Ainda na Arena Castelão, o presidente Bernardo Pessi fez um pronunciamento com tom de alerta, mas também de convocação. O dirigente reconheceu a gravidade do momento e pediu a união de todas as forças azurras nas onze rodadas que restam. Mais do que uma manifestação política, foi uma tentativa de estabelecer um pacto pela permanência na Série B em 2027.
Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp
Pessi assumiu a responsabilidade pelo momento e procurou contextualizar as dificuldades que marcaram a montagem do elenco. Relembrou que o clube precisou reduzir aproximadamente R$ 20 milhões em custos anuais, trabalhar com uma das menores folhas salariais dos últimos 20 anos e, ao mesmo tempo, honrar compromissos milionários herdados de gestões anteriores. A recuperação financeira, segundo ele, passa pelo cumprimento das obrigações da Recuperação Judicial e da Transação Tributária, além do respeito às regras de fair play financeiro. É uma equação difícil, mas que não pode servir de justificativa para aceitar passivamente o risco de queda.
Reforços à vista
O presidente Pessi também deixou claro que o Avaí está no mercado e reconheceu a necessidade de reforçar o elenco. Citou especificamente a busca por uma substituição para o atacante Thayllon, negociado com o Los Angeles FC e afirmou que novas peças estão sendo procuradas para aumentar as opções de Allan Aal. A situação exige rapidez. O time perdeu três partidas seguidas, está no Z-4 e precisa transformar comprometimento em resultados. A contratação de jogadores capazes de oferecer mais qualidade e alternativas ao treinador passa a ser uma necessidade, não apenas uma possibilidade.
Pessi ainda explicou as vendas de atletas realizadas ao longo da temporada, afirmando que nenhuma delas ocorreu sem que o clube considerasse o impacto esportivo. Segundo o dirigente, foram decisões impostas pela situação financeira. Também atualizou o processo da SAF, que teve o início interrompido por questões judiciais, mas que, de acordo com ele, segue dentro do percurso burocrático e contratual previsto. Os dois aportes-ponte de R$ 2,5 milhões foram cumpridos, enquanto o clube ainda precisa administrar compromissos imediatos, entre eles o pagamento de três folhas que ultrapassam R$ 2 milhões.
União Azurra
O discurso termina com a principal mensagem de Pessi: “Avaí precisa de união“. O presidente pediu apoio da torcida, da imprensa e de todos que têm relação com o clube, sem negar o direito às cobranças, mas fazendo um apelo para que elas não se transformem em movimentos que, na sua avaliação, possam agravar a crise. O problema é real, a ameaça de rebaixamento é concreta e não há espaço para discurso vazio. A responsabilidade, como o próprio Pessi afirmou, é de quem está à frente do clube. Agora, será preciso transformar esse pedido de união em decisões rápidas, reforços e, principalmente, pontos. Porque faltam onze rodadas e o Avaí já entrou definitivamente na contagem regressiva pela permanência.






