
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética produzida no Brasil e autorizada para comercialização no país. Desenvolvido pela farmacêutica EMS, o medicamento utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic e será destinado ao tratamento de adultos com diabetes tipo 2.
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Apesar da liberação da Anvisa, o produto ainda depende da definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) antes de chegar às farmácias. A expectativa de valores vem sendo comentada pelo vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, desde a expiração da patente da semaglutida no Brasil, em março, que anteriormente pertencia à farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.
A produção do Ozivy será realizada em Hortolândia, município localizado no interior paulista. A EMS informou ainda que realizará uma coletiva de imprensa nesta terça-feira para detalhar os próximos passos do lançamento do medicamento.
De acordo com um levantamento do Itaú BBA, braço de investimentos do banco, as versões nacionais das canetas de semaglutida poderão apresentar redução de preços de até 50% ao longo dos próximos cinco anos, em comparação aos medicamentos importados. No entanto, em um primeiro momento, a queda deve ficar em torno de 30%.
Atualmente, o Ozempic é comercializado por cerca de R$ 1.300 no Brasil. Com isso, a estimativa é de que o Ozivy seja vendido inicialmente por aproximadamente R$ 1.039.
A comercialização do medicamento ocorrerá apenas mediante prescrição médica. A Anvisa destacou que o Ozivy não é um medicamento genérico e teve sua aprovação concedida após análises de eficácia, segurança e qualidade. O valor oficial do produto, contudo, ainda não foi definido.
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