Hospital Regional de Biguaçu é alvo de denúncias do SindSaúde e Coren; Câmara aprova auditoria para avaliação

Hospital Helmuth Nass, em Biguaçu, já foi interditado em 2025 por falhas na assistência médica e falta de condições seguras para atendimento
Por: Redação
em 17/02/2026 às 12:29 - Atualizado há 2 meses.
hospital de biguaçu
Foto: Divulgação.

O SindSaúde (Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de SC) e o Coren (Conselho Regional de Enfermagem de SC) fiscalizam, na última semana, o Hospital Regional de Biguaçu Helmuth Nass após série de denúncias envolvendo falta de escalas de trabalho, subdimensionamento de profissionais e leitos irregulares, que se comprovaram após vistoria. 

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Segundo o sindicato, serão “tomadas as medidas administrativas e jurídicas cabíveis para que os problemas sejam resolvidos com a urgência necessária”.

“Nosso acompanhamento no Regional de Biguaçu vem sendo feito em um momento atípico para a unidade. Desde julho do ano passado, o hospital passa por um processo de intervenção após o encerramento do contrato de gestão com a Organização Social São Camilo, motivado por diversas irregularidades”, diz a nota oficial. 

A intervenção, inicialmente prevista para durar 90 dias, já acontece há mais de um semestre. Na última segunda-feira (9), a Câmara de Vereadores de Biguaçu aprovou também um novo pedido de auditoria para avaliar as condições.

“Ressaltamos a importância de que os trabalhadores estejam cientes de seus direitos e busquem sempre denunciar irregularidades. O acesso do sindicato e de outros órgãos competentes aos locais de trabalho é garantido legalmente”, continua a nota.

Em 2025, o Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina havia determinado a interdição ética parcial por “falhas na assistência médica e falta de condições seguras para atendimento aos pacientes”.

Segundo a autarquia, as irregularidades foram identificadas em duas vistorias feitas pelo Departamento de Fiscalização: a primeira em agosto de 2024 e a segunda em setembro de 2025.

De acordo com a administração do hospital, as graves falhas foram deixadas pela gestão anterior e foram identificadas pelo CRM-SC ainda em 2024. Na época, segundo o hospital, a empresa médica contratada “falhou em atender as exigências do Conselho”.

A reportagem segue apurando o caso e a matéria segue em atualização.