
A presença maciça dos prefeitos emedebistas em Santa Catarina no ato de apoio ao governador Jorginho Mello (PL) nestas eleições não simboliza uma coesão partidária em torno da causa. Apesar dos 50 prefeitos, 25 vices, além de deputados estaduais, federais e da senadora Ivete da Silveira, o presidente estadual da sigla, Carlos Chiodini, respondeu com uma carta destinada aos filiados, nesta terça-feira (28), em tom crítico à movimentação.
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Segundo ele, o ato simboliza um “apequenamento” do partido. Chiodini relaciona o fracasso eleitoral do MDB nas eleições para o Governo do Estado em 2018 e 2022 com a redução da bancada estadual e federal e da perda de poder político no cenário catarinense.
“Diante disso, o caminho natural seria a reconstrução com protagonismo: retomar o nosso espaço, organizar o partido, fortalecer lideranças e preparar o MDB para voltar à majoritária, mas não como coadjuvante”, lê-se no documento.
O presidente ainda afirma que a sigla teria sido “esnobada e preterida” por Jorginho no início no ano – quando o governador optou por Adriano Silva (Novo) como vice nas eleições deste ano, em detrimento do nome de Chiodini.
Segundo ele, o partido se apequena ao assistir “à construção de um movimento conduzido por pessoas que, até ontem, não tinham qualquer compromisso com a nossa história”.
“Um movimento que tenta empurrar o partido para uma aliança subordinada, baseada em interesses pontuais, como uma eventual suplência ao Senado, e não em um projeto real que respeite o tamanho de uma sigla que ajudou a construir Santa Catarina”, continua.
Segundo o deputado estadual Emerson Stein durante o Jogo do Poder desta terça-feira, o partido estará com Jorginho.
“Respeitando a opinião de cada um, mas neste momento, o caminho mais viável para o crescimento do MDB e para pensarmos em próximos projetos, é estarmos alinhados ao governador Jorginho Mello. Estamos com ele por gratidão”, disse em entrevista ao jornalista Emanuel Soares.
Da bancada federal emedebista, o único participante foi Valdir Cobalchini.
Em discurso, o governador afirmou que conta com o “manda brasa” para ganhar a eleição e governar o Estado – e que procurará Chiodini para sacramentar o entendimento.
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