
A Câmara de Vereadores de Joinville votou pela cassação do mandato do parlamentar Cleiton Profeta (PL) após sessão nesta segunda-feira (8). O resultado foi definito por 13 votos favoráveis, dois contrários e outras duas abstenções. Cleiton passou por processo disciplinar e teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar.
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A defesa do parlamentar manifestou que deverá ir aos Tribunais para requerer a anulação processual. Até lá, o suplente, Cassiano Ucker (PL), assume a cadeira.
Durante fala na tribuna, Cleiton contestou as acusações e afirmou que o processo seria motivado por uma suposta perseguição política.
“Eu não nego o que eu fiz. Eu não sou como eles, o que eu faço, eu faço pela frente, eu não preciso armar um golpe em uma sala sem câmera onde toda base é contra, tudo combinado, para como diz o ditado popular ‘armar a casinha’ para mim. Eu não preciso disso, senhor Henrique Deckman, porque o senhor não mostra para as pessoas, o senhor me ameaçando nesse plenário?”, disse à Câmara de Joinville.
O processo iniciou após um parecer elaborado pelo relator da Comissão Processante, vereador Érico Vinicius (Novo). Segundo o relatório, as condutas atribuídas a Profeta comprometeriam a imagem da Câmara e a confiança da população no Poder Legislativo.
Entre os fatos analisados estavam acusações de ofensas contra outros parlamentares; tumultos durante sessões, declarações ofensivas e relatos de agressão física envolvendo o vereador Henrique Deckmann.
O relatório também apontou que os episódios investigados não teriam sido casos isolados, mas parte de um comportamento considerado recorrente ao longo de 2025 e 2026.
A Comissão Processante foi formada pelos vereadores Adilson Girardi (MDB), presidente dos trabalhos, Érico Vinicius (Novo), relator, e Brandel Junior (PL), membro.
O que diz a defesa
Cleiton alega que a ação tinha motivação política e questionaram a imparcialidade da condução dos trabalhos. O parlamentar também criticou integrantes da comissão responsável pela análise do caso.
Os argumentos, no entanto, foram rejeitados pela maioria dos vereadores durante a votação desta segunda-feira, que culminou na cassação do mandato.
Com a decisão do plenário, o Legislativo encerra oficialmente o processo por quebra de decoro parlamentar que tramitava há meses na Câmara de Joinville.
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