
O Banco Central anunciará nesta sexta-feira (6), às 11h, mudanças regulatórias para reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional e coibir o uso de fintechs por organizações criminosas, segundo apurou a Reuters.
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Uma das medidas centrais será a criação de um limite máximo de valor por transação, válido tanto para pessoas físicas quanto para empresas, abrangendo operações via Pix e TED.
O teto será alto o suficiente para não afetar pagamentos comuns de cidadãos e companhias.
O objetivo é dificultar grandes repasses em uma única operação, como os desvios de centenas de milhões de reais registrados em ataques recentes.
O mecanismo também permitirá ao BC identificar, com mais agilidade, tentativas de movimentações vultosas fracionadas em curto intervalo.
Outra frente das mudanças envolve as PSTIs (Prestadoras de Serviços de Tecnologia da Informação), como C&M Software e Sinqia, alvos de ataques neste ano.
Essas empresas terão que comprovar maior capital e capacidade técnica para operar.
Parte delas poderá deixar o mercado por não atender às novas exigências.
As regras também antecipam para 2026 a entrada das fintechs no perímetro regulatório do BC, antes prevista para 2029.
Com isso, instituições classificadas como instituições de pagamento passarão a ter maior fiscalização da autarquia.

As medidas miram ainda o uso de fintechs por facções criminosas, como revelado pela Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro via contas digitais.
Outro ponto em análise são as chamadas contas-bolsão, abertas por fintechs em bancos tradicionais, mas com dificuldade de rastrear o real titular dos recursos.
Na esteira da ação contra o crime organizado no setor de combustíveis, a Receita Federal já determinou que fintechs passem a apresentar informações detalhadas de movimentações financeiras de clientes, ampliando o cerco contra operações suspeitas.
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