Nubank, BTG e XP viram alvo da justiça no âmbito do caso do Banco Master

Resumo da Notícia

Em nota, o Nubank informou que encerrou em 2024 a oferta de títulos de renda fixa oriundos do banco de Daniel Vorcaro; a XP Investimentos e o BTG Pactual não quiseram comentar o caso

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Foto: GettyImages.

O Nubank, a XP Investimentos e a BTG Pactual, viraram investigados por supostas ligações com o Banco Master, investigado por suposta venda de carteiras de crédito falsas ao Banco de Brasília (BRB) em 2025, numa transação envolvendo R$ 12,2 bilhões. A decisão é da juíza Simone Gastesi Ghevrand em despacho encaminhado nesta quinta-feira (23) ao Ministério Público Federal para que o órgão se manifeste sobre a Ação Civil Pública protocolada contra o banco digital. 

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O processo, ajuizado pelo Abradecont (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e do Trabalhador), pede responsabilização às instituições financeiras pela forma como foram comercializados Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do Banco Master. As informações são do jornal Estadão.

Procurado pela Jovem Pan, o Nubank disse, em nota, que encerrou a “oferta de novos CDBs do Banco Master” em 2024. A fintech também declarou que as suas atividades seguem “rigorosamente as normas regulatórias vigentes”. 

O banco ainda informou que “não utiliza o modelo de assessores de investimentos”, portanto, os seus clientes “têm total autonomia para escolherem seus produtos diretamente no aplicativo”. A XP Investimentos e o BTG Pactual não quiseram comentar sobre a ação, o espaço segue aberto.

O argumento central apresentado pelo Abradecont na ação é de que Nubank, XP Investimentos e BTG Pactual “sabiam ou tinham condições técnicas e legais de saber” que os CDBs do Banco Master apresentavam alto risco. 

Segundo as investigações, a instituição de Daniel Vorcaro oferecia os títulos de renda fixa com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, a empresa passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

A entidade também afirmou que as instituições financeiras usavam o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para garantir, aos clientes, segurança nos investimentos. O Abradecont considerou a medida “uma propaganda vinculativa e abusiva” e argumentou que as empresas “não podem utilizar o fundo como ‘isca’ de marketing”. 

No texto, a organização ainda disse que as instituições financeiras associaram o modelo de comercialização a expressões de “baixo risco” e “adequado para conservadores”. Esses termos são usados pelas corretoras para apresentar as opções de investimentos aos seus clientes.

Por Bruno Gallas

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