
O estudo ajuda a explicar como o mercado está se reorganizando em torno de um profissional mais jovem, mais qualificado e mais exigente, que valoriza o trabalho híbrido, a qualidade de vida e a flexibilidade.
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Levantamento da Data Tax mostra que 82,95% dos profissionais catarinenses preferem o modelo híbrido, mesmo diante de proposta presencial com salário maior.
A pesquisa revela que o modelo híbrido se consolidou como a principal preferência entre profissionais de Santa Catarina.
A pesquisa analisou 134 currículos de candidatos do estado, distribuídos em 42 cidades, e apontou que a flexibilidade passou a ter peso decisivo na escolha por uma vaga de trabalho.
De acordo com a investigação, 82,95% dos profissionais catarinenses que declararam preferência optaram pelo modelo híbrido.
Já 17,05% escolheram o regime presencial, mesmo considerando um cenário em que a vaga 100% presencial oferecia remuneração 50% maior.

Os dados indicam uma mudança no comportamento do mercado de trabalho. Durante anos, o aumento salarial foi visto como principal estratégia para atrair e reter talentos.
Agora, fatores como autonomia, qualidade de vida, redução do tempo de deslocamento e controle sobre a rotina passaram a ser considerados benefícios relevantes pelos candidatos.
Em Santa Catarina, o perfil dos profissionais analisados também mostra uma força de trabalho jovem e com experiência.
A média de idade é de 26,21 anos, enquanto a média de experiência chega a 5,93 anos. A maior parte dos candidatos está na faixa de até três anos de atuação profissional, seguida por profissionais com até cinco e até dez anos de experiência.
O levantamento também aponta predominância feminina entre os talentos catarinenses avaliados. As mulheres representam 55,22% da base analisada, enquanto os homens correspondem a 44,78%.

A formação acadêmica aparece como outro destaque. Entre os profissionais de Santa Catarina, 46,67% possuem graduação, 12,73% têm pós-graduação ou MBA, 5,45% contam com formação técnica e 0,61% possuem mestrado. Outros níveis de formação representam 34,55% da amostra.

Segundo a análise, o regime de trabalho deixou de ser apenas um benefício e passou a funcionar como um filtro comportamental.
O perfil que prefere o presencial tende a valorizar maior remuneração, ascensão rápida e vivência corporativa.
Já o profissional que opta pelo híbrido prioriza autonomia, qualidade de vida e redução dos custos invisíveis da rotina presencial, como trânsito, tempo e desgaste mental.
Para a Data Tax, os números mostram que a lógica de que “dinheiro resolve tudo” perdeu força no mercado catarinense.
O levantamento conclui que, para uma parcela expressiva dos profissionais, a possibilidade de organizar a própria rotina se tornou um diferencial competitivo tão importante quanto a remuneração.

Com isso, Santa Catarina acompanha uma tendência nacional de valorização da flexibilidade no trabalho.
O estudo aponta que o estado reúne profissionais jovens, qualificados e orientados à autonomia, reforçando o avanço do modelo híbrido como uma das principais demandas do mercado atual.
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