Clima Adverso Atrapalha Pesca da Tainha e Produção Cai no Litoral Sul de SC

Resumo da Notícia

A pesca da tainha, uma das atividades mais tradicionais do Sul de Santa Catarina e fonte de sustento para inúmeras famílias da região, começou de forma tímida em 2024. Mesmo com a safra liberada desde o dia 1º de maio, a Colônia de Pescadores Z-33, sediada no município de Balneário Rincão, registrou menos de uma tonelada de peixe capturada nos primeiros 20 dias da temporada.

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Foto: Leo Munhoz/Reprodução

A pesca da tainha, uma das atividades mais tradicionais do Sul de Santa Catarina e fonte de sustento para inúmeras famílias da região, começou de forma tímida em 2024. Mesmo com a safra liberada desde o dia 1º de maio, a Colônia de Pescadores Z-33, sediada no município de Balneário Rincão, registrou menos de uma tonelada de peixe capturada nos primeiros 20 dias da temporada.

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A presidente da Colônia Z-33, Maria Aparecida Luciano, explicou que a baixa produtividade está relacionada às condições climáticas. “O peixe ainda é pouco porque a água está muito quente e não tem vento sul. Só quem consegue algum pescado é o povo com redes corriqueiras de 100 metros”, afirmou. A expectativa dos pescadores é de que a chegada de uma frente fria, acompanhada do vento sul, contribua para o resfriamento da água e, consequentemente, aumente a presença da tainha na região.

Em comparação com anos anteriores, a redução na quantidade de peixe capturada é significativa. Em 2023, a Colônia Z-33 registrou um total de 110 toneladas pescadas. Já em 2024, até o momento, foram apenas 70 toneladas, revelando uma queda expressiva na produtividade.

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Foto: SECOM/Divulgação

A cota de pesca da Tainha

A atividade segue regras estabelecidas por portarias do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Meio Ambiente, que definem cotas e períodos específicos de pesca para cada modalidade. No estado catarinense, a cota máxima permitida para a pesca da tainha é de 1,1 mil toneladas. Os prazos variam de acordo com o tipo de técnica empregada: o arrasto de praia tem o período mais longo, autorizado de 1º de maio a 31 de dezembro; o emalhe anilhado pode atuar entre 15 de maio e 31 de julho; o emalhe de superfície, para embarcações de até 10 AB, de 15 de maio a 15 de outubro; acima de 10 AB, a atividade se encerra em 31 de julho. Já a pesca com cerco ou traineira é permitida entre 1º de junho e 31 de julho.

A expectativa é de que as condições climáticas se tornem mais favoráveis nas próximas semanas, possibilitando uma melhora na safra e trazendo alívio para os pescadores da região.

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