
A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta terça-feira (15), sem uma data definida para acabar. O movimento começou na sexta-feira (11), depois que a categoria não aceitou a proposta apresentada pela empresa para o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) válido de 2026 a 2028.
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Os funcionários reivindicam mudanças nas condições negociadas com a estatal, a preservação de direitos e garantias com o plano de saúde.
De acordo com a FINDECT (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), alterações previstas no benefício do plano estão entre os principais motivos do impasse.
Funcionamento durante a greve
Mesmo com a paralisação, as agências dos Correios continuam abertas em todo o país. A empresa informou que está adotando medidas para manter as operações, como o deslocamento de trabalhadores administrativos para setores operacionais, a redistribuição de veículos e a realização de mutirões.

Ainda não há, porém, uma estimativa oficial sobre possíveis atrasos nas entregas ou sobre os locais que poderão registrar maiores dificuldades.
Decisão judicial mantém 80% dos serviços
Para garantir o funcionamento mínimo da atividade postal, o Tribunal Superior do Trabalho determinou que 80% do efetivo permaneça trabalhando em cada unidade durante a greve.
A medida vale para as áreas de atendimento, tratamento, transporte e distribuição, além de setores administrativos e de suporte considerados indispensáveis.

O julgamento do dissídio coletivo foi marcado para 21 de setembro, às 13h30. Até a análise do caso pelo tribunal, ainda existe a possibilidade de um acordo entre os Correios e os trabalhadores.
Paralisação ocorre em meio a dificuldades financeiras do Correios
A FINDECT recomenda que os sindicatos mantenham o movimento até que as negociações avancem. A federação também afirma que permanece disponível para novas tratativas com a empresa.
Entre as entidades que aprovaram a greve, está o sindicato da categoria em Santa Catarina.

A paralisação ocorre enquanto os Correios enfrentam uma sequência de resultados negativos. A estatal acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo.
Ainda, segundo os números divulgados, a empresa fechou o primeiro semestre de 2026 com perdas de R$ 5,6 bilhões.
Eles buscam agora um empréstimo de R$ 7 bilhões, que deverá ser contratado por meio de um consórcio de instituições financeiras.
Até que haja uma definição sobre a greve, os clientes devem acompanhar as atualizações divulgadas pelos Correios e verificar possíveis mudanças nos prazos de entrega.






