
Depois da forte onda de frio registrada nesta semana, uma nova massa de ar polar deve avançar sobre o Brasil a partir de segunda-feira (29).
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O sistema será impulsionado por um ciclone extratropical e por uma frente fria, provocando queda nas temperaturas e possibilidade de geadas em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Apesar da chegada de outro sistema frio, a previsão indica que ele não terá a mesma intensidade nem a mesma abrangência da massa de ar polar que trouxe o frio mais intenso do ano ao país nos últimos dias.
Entre o fim de sábado (27) e o domingo (28), uma área de baixa pressão deve ganhar força entre Argentina, Paraguai e Bolívia.
Esse sistema dará origem a um ciclone extratropical e a uma frente fria associada, responsáveis por empurrar o ar polar em direção ao território brasileiro.
A nova massa de ar polar deve ajudar a manter as temperaturas abaixo da média em parte do centro-sul do país durante a próxima semana, especialmente nos primeiros dias de julho.
O frio também pode alcançar áreas mais ao norte, mas com menor força em comparação ao sistema anterior.
A tendência é que os efeitos mais fortes fiquem concentrados na região Sul, no extremo oeste do Centro-Oeste e em áreas do leste do Sudeste. Nas demais regiões, a influência do sistema deve ser mais limitada.
Segundo as projeções meteorológicas, a próxima massa de ar polar perdeu intensidade nas últimas atualizações dos modelos de previsão. Com isso, diminui a chance de temperaturas negativas em grande parte da região Sul.
Mesmo assim, ainda há possibilidade de geadas fracas a moderadas, principalmente nas áreas de serra. A chance de geadas fortes e de precipitação invernal, no entanto, é considerada menor neste novo episódio de frio.
A menor abrangência do sistema também está relacionada ao comportamento de oscilações atmosféricas que influenciam o clima no Brasil. A Oscilação de Madden-Julian entra em fases que, em geral, favorecem tempo mais seco e estável no país.
Já a Oscilação Antártica segue em patamar positivo, condição que costuma dificultar o avanço de sistemas como frentes frias e ciclones para áreas mais ao norte.
Apesar disso, a tendência de queda desse índice pode favorecer a formação de sistemas no Sul do Brasil.
Na prática, a combinação desses fatores pode permitir a formação de frentes frias na região Sul, mas limitar o avanço do frio para outras áreas do país. Por isso, a nova massa de ar frio deve ser mais restrita do que a anterior.
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