
Hoje, 25 de setembro, celebra-se o Dia Nacional do Rádio, data que homenageia o nascimento de Edgard Roquette-Pinto, considerado o “Pai da radiodifusão no Brasil”. Nascido no Rio de Janeiro em 1884, Roquette-Pinto foi médico, antropólogo e professor, e teve papel fundamental na fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro em 1923, a primeira emissora brasileira, que hoje é conhecida como Rádio MEC.
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Para marcar a data, trazemos uma matéria especial que une história, curiosidades e reflexões sobre o papel do rádio na comunicação cultural brasileira.

O rádio teve suas bases nos estudos do século XIX sobre ondas eletromagnéticas, com Maxwell propondo teorias e Hertz demonstrando experimentalmente sua existência.
Na virada do século, Guglielmo Marconi promoveu experimentações de comunicação sem fio que serviram de alicerce para a radiodifusão.

A primeira transmissão radiofônica brasileira é geralmente datada de 7 de setembro de 1922, durante a celebração do Centenário da Independência, com discurso presidencial e trechos de ópera transmitidos ao vivo.
Logo no ano seguinte, em 1923, Edgard Roquette-Pinto e Henry Morize fundaram a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, concebida como um espaço de educação e cultura.

Um marco do rádio-jornalismo nacional foi o Repórter Esso, que estreou em 1941 como um noticiário que ia além da leitura de jornais: trazia matérias produzidas por agências e tinha bordões memoráveis como “O primeiro a dar as últimas” e “Testemunha ocular da história”.
Roquette-Pinto via o rádio não apenas como entretenimento, mas como instrumento educativo e formador de opinião. Sua visão pioneira influenciou políticas de radiodifusão focadas em cultura e cidadania.
No contexto contemporâneo, o rádio ainda mantém força nas comunidades locais, rádios comunitárias, emissoras universitárias e segmentos especializados, com capacidade de diálogo direto com públicos diversos.
Além disso, em regiões remotas, técnicas de rádio de longa distância (por exemplo em faixas de HF) continuam sendo exploradas como meio de levar comunicação onde não há infraestrutura de internet ou telefonia.


A Jovem Pan, fundada em 1942 em São Paulo, tornou-se uma das redes de rádio mais reconhecidas do Brasil. Em Florianópolis, essa tradição ganhou força e identidade própria, com duas emissoras que se tornaram parte do cotidiano da cidade:
As duas emissoras complementam-se: enquanto a 101.7 FM é a trilha sonora do dia a dia, a 98.3FM garante informação precisa e aprofundada. Juntas, refletem a diversidade de interesses do público de Florianópolis e demonstram como o rádio segue relevante, dinâmico e indispensável na vida urbana.

Hoje, celebrar o Dia Nacional do Rádio é lembrar que este meio foi, e ainda é, transformação sonora: conecta, informa e emociona.
Que a data de hoje inspire emissoras, comunicadores e ouvintes a continuarem investindo na voz, na cultura comunitária e nas inovações que mantêm o rádio vivo no século XXI.
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