
A situação do Avaí ficou ainda mais dramática na Série B do Campeonato Brasileiro. Na noite desta segunda-feira, o Leão da Ilha foi derrotado pelo Londrina por 3 a 2, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, e aprofundou uma crise que parece não ter fim. Com o resultado, a equipe chegou à quinta derrota consecutiva e completou onze partidas sem vitória na competição, números que ajudam a explicar a queda para a 18ª colocação na tabela. Se o campeonato terminasse hoje, o Avaí estaria rebaixado para a Série C.
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A preocupação da torcida é cada vez maior. O que há poucas semanas parecia apenas uma fase ruim transformou-se em uma campanha alarmante. O time perdeu confiança, competitividade e poder de reação. Contra o Londrina, mais uma vez mostrou fragilidade defensiva e dificuldades para sustentar um resultado positivo, permitindo que o adversário construísse uma vitória que agrava ainda mais o momento azurra.
Como acontece em qualquer clube, o treinador passa a ser o principal alvo das cobranças quando os resultados desaparecem. O trabalho de Cauan de Almeida, que conquistou dois títulos na temporada e enfrentou inúmeras dificuldades ao longo do ano, começa a ser questionado. No entanto, seria simplista atribuir toda a responsabilidade ao comandante. A sequência de onze jogos sem vencer é pesada, mas o problema parece ir além das decisões tomadas à beira do campo.

A realidade mostra que o Avaí também sofre com limitações de elenco e com uma política de investimentos mais contida. O presidente Bernardo Pessi optou por reduzir gastos e evitar riscos financeiros, uma decisão compreensível do ponto de vista administrativo. Porém, o futebol costuma cobrar seu preço quando a competitividade diminui. E é justamente essa falta de força para disputar uma Série B extremamente equilibrada que hoje preocupa torcedores, dirigentes e comissão técnica.
O cenário exige reação imediata. O fantasma da Série C já ronda a Ressacada e assusta uma torcida acostumada a sonhar com voos maiores. Ver o maior rival permanecer há anos na terceira divisão serve como alerta para o tamanho do perigo. O Avaí precisa encontrar respostas rapidamente, dentro e fora de campo. Porque, neste momento, o trabalho continua sendo realizado, mas os resultados não aparecem. E a cada rodada a tragédia azurra parece ganhar novos capítulos.
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