Barragem de José Boiteux enfrenta impasse histórico entre proteção contra cheias e direitos indígenas

Resumo da Notícia

A barragem de José Boiteux é a maior para contenção de cheias no Vale do Itajaí e beneficia aproximadamente 1,5 milhão de moradores. Apesar da importância para reduzir os impactos de inundações, a estrutura é alvo de impasse histórico, que começou antes mesmo da construção. Isso porque ela foi erguida pelo governo federal em uma terra indígena legalmente demarcada sem nenhuma indenização aos moradores.

Barragem de José Boiteux enfrenta impasse histórico entre proteção contra cheias e direitos indígenas
Foto: Secom/Divulgação

A barragem de José Boiteux é a maior para contenção de cheias no Vale do Itajaí e beneficia aproximadamente 1,5 milhão de moradores. Apesar da importância para reduzir os impactos de inundações, a estrutura é alvo de impasse histórico, que começou antes mesmo da construção. Isso porque ela foi erguida pelo governo federal em uma terra indígena legalmente demarcada sem nenhuma indenização aos moradores.

Segundo o secretário de Estado de Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, Mário Hildebrandt, a não operação da Barragem José Boiteaux pode ter consequências graves para a cidade de Blumenau. Em caso de enchentes, o nível da água pode aumentar entre 1,5 e 2 metros no Centro da cidade. Na última enchente a barragem foi fechada e o nível da água chegou a 10,76 metros. Sendo assim, sem a barragem, o nível da água poderia ter aumentado ainda mais.

A comunidade indígena local tem sido um obstáculo para a operação da barragem, onde só permitiram a manutenção inicial da barragem após um acordo que incluiu a construção de 43 casas para a comunidade, sendo 33 casas em José Boiteux  e 10 nas aldeias de Vitor Meireles.

A situação estrutural da barragem está em boas condições, mas as comportas precisam ser revisadas. A Celesc, contratada pelo Governo do Estado, já fez uma primeira vistoria e agora precisa desobstruir a galeria que libera a água para diminuir o nível da barragem, e conseguir fazer a vistoria da comporta.

A Celesc só poderá administrar a barragem 100% após uma avaliação e visita técnica para comprovar se a barragem pode ser usada para geração de energia. Após essa etapa, a Celesc poderá gerar receita, especialmente para a comunidade indígena, que é um dos principais pontos de reivindicação deles.

O Governo do Estado, por meio do governador Jorginho Mello, tem cobrado a situação da barragem, que é uma das principais ações do estado.

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